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05/06/2014 20:27 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Anfavea espera alta do IPI a partir de julho

Bloomberg via Getty Images
A worker uses a power tool on the wheel well of a Daimler AG Mercedes Benz M-Class vehicle at the company's international assembly plant in Vance, Alabama, U.S. on Wednesday, May 28, 2014. Mercedes-Benz narrowed the sales gap with larger luxury-auto competitors Bayerische Motoren Werke AG and Audi AG last month as customers sought the company's top-of-the-line S-Class and up-market E-Class sedans. Photographer: Luke Sharrett/Bloomberg via Getty Images

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, disse nesta quinta-feira, 05, esperar a recomposição integral da alíquota de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis a partir de 1º de julho. De acordo com ele, nas conversas oficiais recentes, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, deixou claro que esta é a posição atual do governo. Além disso, Mantega teria sinalizado que não há espaço atualmente para adoção de novos mecanismos de financiamento para o setor.

"Nas conversas oficias com Mantega, a questão do IPI restou bem clara: a decisão do governo é de a partir de 1º de julho fazer aumento integral da alíquota do IPI, voltando ao status anterior a maio de 2012", afirmou Moan ao comentar os resultados do setor automotivo no mês de maio. "Quanto ao financiamento, deixou claro a dificuldade de implementar mecanismos adicionais nesse momento", complementou.

Esta será a última recomposição do imposto, na escala de volta gradativa do IPI. Ontem, o ministro da Fazenda afirmou que "o que está definido é que terá um aumento. Poderá ser pequeno ou não" e disse ainda que o setor precisava "caminhar com as próprias pernas".

Nesta manhã, Moan deixou claro que não tem expectativa de adoção de mecanismos de estímulo via financiamento e trabalha com a adoção da recomposição total do IPI a partir do próximo mês.

"Temos o índice de confiança por parte do consumidor reduzido até em função do mau humor vigente no mercado e sofremos também na questão de seletividade do crédito", disse o presidente da Anfavea. Ele afirmou que a questão é claramente colocada ao governo e a toda a rede bancária, mas avalia que "dentro do contexto macroeconômico, não é uma medida que possa ser adotada de imediato". "O mercado tem que andar com as próprias pernas, ou rodas", brincou Moan, citando o ministro Mantega.