NOTÍCIAS
04/06/2014 16:42 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Só baixaria: discussão entre Cidinha Campos e Domingos Brazão na Alerj vira caso de polícia

Um bate-boca entre deputados na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) virou caso de polícia. Os protagonistas foram Cidinha Campos (PDT) e Domingos Brazão (PMDB). Enquanto ela afirma ter sido chamada de “puta”, “vagabunda”, “ordinária”, entre outras ofensas, Brazão afirmou ter tido a sua honra familiar atingida pela deputada pedetista.

Tudo aconteceu dentro da sala da presidência da Alerj, nesta terça-feira (3). Segundo o G1, Cidinha sugeriu uma alteração no Código de Ética da Casa, durante uma reunião de lideranças. Com isso, deputados envolvidos em casos de crimes respondidos por eles mesmos não poderiam participar de votações.

A deputada apresentou ainda a proposta de que parlamentares que tivessem cometido crimes não julgassem questões de quebra de decoro, incluindo uma emenda ao código que impedisse a participação também de deputados que respondessem a algum processo por enriquecimento ilícito, levando em conta toda a vida pregressa dos parlamentares.

Segundo Cidinha, isso teria sido o estopim para a ira de Brazão, que passou a ofendê-la. Na sessão plenária, Brazão teria pedido desculpas pelo “momento de fúria”. Entretanto, ele justificou a sua atitude, dizendo que foi chamado de “assassino” e fez ataques contra a sua família.

A deputada registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) na noite desta terça-feira como ameaça e injúria. Segundo o jornal Extra, o deputado estadual Jânio Mendes (PDT) vai abrir representação contra Cidinha e Brazão no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Alerj, para investigar a conduta dos dois.