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30/05/2014 14:48 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:42 -02

Manifestantes se acorrentam à grades de secretaria em SP e pedem fim do inquérito black bloc

DARIO OLIVEIRA/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO

Três integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) e uma do grupo Fanfarra do M.A.L. estão acorrentados desde as 9h30 desta sexta-feira (30) nas grades da Secretaria da Segurança Pública (SSP), na Rua Líbero Badaró, na região central de São Paulo. Eles querem a suspensão do inquérito 01/2013, tocado pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

O inquérito black bloc foi instaurado em outubro de 2013, dois dias depois de um carro da Polícia Civil ser virado por manifestantes no centro. Só do MPL, mais de dez integrantes já foram chamados para depor. No horário do depoimento, o grupo seguiu para a SSP.

O movimento quer ser recebido pessoalmente pelo secretário de Estado da Segurança Pública, Fernando Grella. "Queremos ser recebidos pelo secretário e queremos a suspensão desse inquérito", disse Monique Felix, militante do MPL que está acorrentada.

Outros 50 manifestantes estão em frente à porta do prédio com cartazes e instrumentos, cantando "Desce, Grella". Nos cartazes, há frases como "Criminalização, não! Fim do inquérito!" e "Por uma vida sem prisões e sem catracas".

"Viemos até o secretário para pedir que o inquérito seja arquivado e que não haja mais prisões para averiguação para que possamos lutar sem ser criminalizado", disse Nina Capello, militante do MPL.

Segundo Nina, até pessoas que não estavam presentes nos atos foram chamadas para depor, como parentes de manifestantes. "Hoje, foi um ultimato do Deic para que as pessoas fossem depor, por isso, viemos à secretaria. Há gente que está sendo chamada para depor e não sabe nem sobre o que se trata."