MULHERES
28/05/2014 14:59 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Forbes divulga lista das mulheres mais poderosas do mundo de 2014

A revista Forbes divulgou nesta quarta-feira (28) a lista das 100 mulheres mais poderosas do mundo de 2014. Entre elas estão políticas de destaque, como Hillary Clinton e Dilma Rousseff, empresárias, ativistas bilionárias, especialistas em tecnologia e celebridades.

No primeiro lugar, reina a alemã Angela Merkel pelo quarto ano consecutivo. Merkel esteve na lista em 10 das 11 edições, nove vezes como número um. Dilma, por sua vez, perdeu duas posições em relação ao ano passado e acabou em quarto lugar. Em segundo lugar, ascendeu Janet Yellen, presidente do FED, a Reserva Federal dos EUA ou o banco central mais influente do mundo. Em terceiro, Melinda Gates, que domina a filantropia mundial com seus 3,4 bilhões de dólares e mais de 26 bi em empreendimentos desde que fundou a Fundação Bill & Melinda Gates com seu marido Bill Gates em 1998.

Além de Dilma, há duas brasileiras na lista: a CEO da Petrobras Maria das Graças Silva Foster, na 16ª posição, e Gisele Bündchen, na 89a posição. Arianna Huffington, criadora do The Huffington Post, o maior jornal digital do mundo e do qual o Brasil Post faz parte, também figura na lista, no 52º lugar. Beyoncé continua divando na 17ª posição, a mesma do ano passado. Veja a lista do "top 10":

As mulheres mais poderosas do mundo

Na apresentação da lista, a Forbes sublinha o fato de que menos de 5% das maiores empresas do mundo têm mulheres como CEO. Pouco mais de 10% dos 1.645 bilionários da Forbes são mulheres. E há 14 mulheres chefes de estado no mundo. Esse assunto foi debatido na segunda e terça-feira durante o Women’s Forum 2014, que aconteceu em São Paulo. Dezenas de mulheres bem-sucedidas em diversas áreas defenderam uma presença maior das mulheres nos conselhos das empresas e nos cargos de CEO.

Ana Malvestio, sócia da PwC Brasil e especialista em gestão tributária e societária de empresas, disse no evento que ninguém percebeu ainda que a mulher nos cargos de chefia é um assunto estratégico de estabilidade das empresas. Julie Katzman, vice-presidente executiva do Banco Interamericano de Desenvolvimento, citou pesquisas que indicam que, quanto maior o número de mulheres nos conselhos, melhor é a performance das empresas.

De fato, segundo pesquisa do governo do Canadá, na qual 500 companhias foram avaliadas entre 2004 e 2008, as empresas com mais mulheres diretoras tinham 26% mais retorno em capital investido e 16% mais retorno nas vendas. Pesquisas como essa movimentam o debate sobre cotas para mulheres em cargos de direção de empresas. “Eu não acho que as cotas sejam uma ideia boa ou má, depende de como você estrutura isso. Os resultados da Escandinávia mostram que se você coloca mulheres no comando, o resultado muda. Temos evidências de que um número maior de mulheres nos conselhos dá uma performance melhor e que esses números não mudaram nos últimos 50 anos. Então, fazer algo que muda esse cenário eu diria que é uma política vantajosa”, disse Julie Katzman ao Brasil Post.

Para a ministra de políticas públicas para as mulheres Eleonora Menicucci, parte importante desse processo é a solidariedade entre as mulheres. "A solidariedade entre as mulheres é o primeiro passo para rompermos qualquer ciclo, seja ele de violência doméstica, sexual, ou no trabalho ou na política. Estou convicta de que isso existe, mas acho que as mulheres precisam expressar mais essa solidariedade", disse a ministra ao Brasil Post.