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27/05/2014 12:11 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Malásia divulga dados sobre avião desaparecido, mas não resolve mistério

AP

O departamento de aviação civil da Malásia e a empresa britânica de satélites Inmarsat divulgaram nesta terça-feira os dados usados para determinar a trajetória do voo desaparecido MH370, da Malaysia Airlines, após um acúmulo de pedidos de familiares das vítimas por maior transparência. No entanto, segundo especialistas, os dados não desvendam o mistério do desaparecimento do avião.

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Parentes dos passageiros a bordo do voo desaparecido disseram ter recebido o relatório com dados compilados por funcionários da Inmarsat e do governo malaio, e o publicaram em suas páginas no Facebook.

O registro de dados de comunicação é composto por 14 pares de números a partir de sete trocas de informações entre a aeronave e um satélite, disse a Inmarsat na semana passada. Um dos número corresponde à hora, o outro, à frequência. Os dados indicam mais uma vez que o avião caiu no Oceano Índico, o que já havia sido dito anteriormente.

O documento de 45 páginas pode aplacar o desejo de mais transparência das autoridades, duramente criticadas pela forma como lidaram com os familiares. No entanto, segundo especialistas, os dados não desvendam o mistério nem trazem muito conforto àqueles que estão em luto.

"É um monte de coisas que não são muito importantes de se saber", disse Michael Exner, um engenheiro de satélite que tem pesquisado o caso de forma independente. "Há provavelmente duas ou três páginas de coisas importantes. O resto é apenas barulho. Não acrescenta valor algum para nossa compreensão". Exner e outros especialistas disseram que algoritmos e metadata necessários para validar a conclusão da investigação não estavam no documento.

A divulgação da informação acontece enquanto a caça submarina por restos do avião deve ser interrompida por alguns meses até que um equipamento mais poderoso seja comprado, um sinal de quão difícil é localizar o avião e responder, finalmente, como ele desapareceu com mais de 200 pessoas a bordo.

O Boeing 777 com 239 pessoas entre passageiros e tripulantes desapareceu em 8 de março enquanto ia de Kuala Lumpur a Pequim, e acredita-se que tenha caído no Oceano Índico, perto da costa oeste da Austrália.

(Com AP e Reuters)