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27/05/2014 21:15 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Sem acordo, metroviários de São Paulo anunciam paralisação a partir do dia 5 de junho

Hélvio Romero/Estadão Conteúdo

Após o caos causado por três dias com uma paralisação de motoristas de ônibus em São Paulo, agora foi a vez dos metroviários da capital paulista decidirem pela greve por tempo indeterminado. A decisão saiu da assembleia realizada no início da noite desta terça-feira (27). Os trabalhadores prometem cruzar os braços a partir do dia 5 de junho.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, os metroviários rejeitaram a proposta de reajuste salarial oferecida pelo Metrô, de 5,2%, quando a categoria quer 35,47%. Outra oferta, de 9,5% de aumento, foi feita em uma proposta de acordo do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e também acabou rejeitada pelos trabalhadores.

O presidente do sindicato, Altino Prazeres, não abre mão de um reajuste “de dois dígitos”, como ele vem dizendo nos últimos dias. Há ainda uma chance da greve não ocorrer, já que no dia 4 de junho está prevista uma reunião de conciliação no TRT. Se não houver acordo, a paralisação por tempo indeterminado – proposta vencedora na assembleia, contra outra que previa uma paralisação de 24 horas na próxima sexta-feira (30) – deverá ocorrer no dia 5.

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De acordo com informações do G1, as negociações entre metroviários e Metrô começaram no início deste mês. Os 35,47% pedidos pelos trabalhadores levam em contra os 7,95% de inflação, somados a 25,5% de aumento real. A categoria ainda pede um reajuste de 13,25% para o vale refeição, valor de vale alimentação de R$ 379,80 (contra os atuais R$ 247,69), plano de carreira da GMT e GOP, Metrus Saúde para aposentados, reposição do quadro de funcionários e PR Igualitária.

A direção do Metrô informou, em nota, que está aberta a seguir negociando com os metroviários e que espera “bom senso” dos trabalhadores para que não exista prejuízo à população. Além disso, o Metrô diz que acredita no “cumprimento da recomendação do TRT para que as entidades representativas da categoria não deliberem sobre greve enquanto perdurarem as negociações”.

Atualmente, o Metrô possui 9.475 funcionários, sendo que dois terços deles atuam na operação de cinco linhas na capital. O piso dos trabalhadores é hoje de R$ 1.323,55. As últimas greve dos metroviários aconteceram em 2012 e em 2007.