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17/05/2014 14:53 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Vítima de "Maracanazzo" pessoal, Felipão prega otimismo para Copa e fala de sonegação de impostos

Fábio Motta/Estadão Conteúdo

O técnico da seleção brasileira Luiz Felipe Scolari já viveu em sua trajetória vencedora um “Maracanazzo” pessoal. Tal revés, somado às muitas histórias da carreira, foram abordados pelo treinador em uma longa entrevista à revista Época, publicada neste sábado (17). Felipão ainda falou do que espera da campanha brasileira na Copa do Mundo, que começa no País em menos de um mês e atacou alguns críticos.

O Maracanazzo de Felipão não foi contra os uruguaios, como viveu o Brasil no Mundial de 1950, também disputado em terras tupiniquins, mas sim contra a Grécia na Eurocopa de 2004, quando o técnico diria a seleção portuguesa, que jogava em casa na ocasião.

“Tínhamos 80% das possibilidades de ganhar, mas esse time da Grécia era tão organizado, foi tão bem, que em uma jogada trabalhada nós tomamos um gol, e não conseguimos reverter. Numa soma geral, é parecido com o que aconteceu no Brasil em 1950. Mas eu também digo que foi a primeira vez que Portugal chegou a uma final. O Brasil também. A partir dali a evolução do Brasil foi muito grande”, disse Felipão à revista.

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O técnico da seleção brasileira também se mostrou animado com a chance de tentar repetir um feito só alcançado por Vittorio Pozzo, treinador da Itália em 1934 e 1938: o de ser bicampeão mundial. “Se vou ser? Tenho a chance, pelo menos. É isso que me fez pensar, aceitar e voltar à Seleção, e confiar nos jogadores que tenho. Posso ser o segundo técnico mundial a vencer duas Copas pelo mesmo país”.

As denúncias em torno de uma suposta sonegação fiscal, durante o período em que trabalhou na Europa, também mexeram com Felipão. “Não vão tirar minha alegria, não conseguirão que eu trabalhe diferente com meu grupo, não conseguirão nada. O resto é jurídico. São teses, são situações. Eles que decidam lá, eles que se preocupem, não vai mudar nada na minha vida”, disse. Neste sábado, o jornal Folha de S. Paulo também trouxe mais detalhes do caso.

Felipão ainda falou sobre as possíveis manifestações e o cenário eleitoral, com base no que o Brasil apresentar em campo durante a Copa.

Leia a íntegra da entrevista no site da Época