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15/05/2014 21:51 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Ao lado de Lula, Dilma Rousseff prega continuidade e alerta para "volta ao passado" na TV

Lula Marques/Frame/Estadão Conteúdo

“Está nascendo um novo Brasil, filho de um que mudou a vida dos brasileiros”. Sob essa premissa, a presidente Dilma Rousseff falou como candidata à reeleição no pleito de outubro deste ano, durante o horário destinado ao PT na noite desta quinta-feira (15). Ao longo dos dez minutos de programa, Dilma reforçou sempre a necessidade de continuidade, sem deixar de alertar para o risco do que ela chamou de “volta ao passado”.

O programa petista na TV abriu com força, mandando logo um discurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no qual o homem que “é maior do que o PT”, como frisou mais de uma vez o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, ponderou sobre as posições alcançadas pelo Brasil em diversas áreas sob o comando do Partido dos Trabalhadores. Foi uma forma de dar credibilidade às conquistas do País até aqui.

Dilma procurou reconhecer que existe uma indicação de mudança por parte dos brasileiros, mas para ela esse “novo Brasil” que a população clama trata-se do filho do País que mudou a vida de todos, partindo da educação – com seus vários programas de inclusão, como o ProUni – e a saúde (mais notadamente com destaque ao programa Mais Médicos). Ela também fez questão de colocar o Brasil como "líder mundial na defesa do meio ambiente" durante a sua gestão.

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A presidente ainda abordou os programas de obras nas áreas de mobilidade urbana, antes de enfatizar – e muito – a atuação do seu governo no combate à inflação. “O meu governo será o do crescimento com estabilidade, de combate à inflação, muito atento para conter inflação sem que prejudique salário do trabalhador”, explicou, já direcionando o seu discurso contra a oposição e os críticos da iniciativa privada.

Aliás, os ataques contra a oposição – ainda que breves – seguiram o tom das polêmicas inserções dos últimos dias na TV, na qual os petistas alertam a população para o risco de “volta ao passado”, quando, segundo o programa do PT, as denúncias de corrupção não eram investigadas. A atual conjectura, na visão de Dilma, é apenas uma tentativa dos adversários em “criar uma cortina de fumaça”.

Como mote para o seu próximo governo, caso reeleita, Dilma já adiantou que a meta é melhorar a qualidade da educação, da saúde e da segurança pública, após ter garantido a vitória mais importante nos seus quatro anos de governo: a luta pelo emprego e salário. Uma segunda inserção de Lula no programa deu o toque final de endosso do ex-presidente à permanência do PT no comando do Brasil. Sobrou até para eventuais “desvios de conduta” ocorridos no passado por parte de integrantes e ex-integrantes da sigla.

“Temos que recuperar o orgulho da existência desse partido. Se alguém cometeu erro, tem que pagar. Criamos partido para ser diferente, nasceu para provar que é possível fazer política de forma mais digna, com P maiúsculo”, completou Lula.

Levando em conta as seguidas quedas de Dilma nas mais recentes pesquisas de intenção de voto, os próximos levantamento serão um bom termômetro de até que ponto a "benção" de Lula e o "fantasma do passado" podem conter a queda e, porque não, impulsionar um novo crescimento da presidente entre os eleitores brasileiros.