COMPORTAMENTO
14/05/2014 10:17 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

14 coisas totalmente superestimadas que não víamos a hora de fazer quando criança

A condição de adulto não é exatamente o que pensávamos. Quando éramos pré-adolescentes, risonhas, ainda sem maquiagem e com pernas não depiladas, cobiçávamos a perspectiva de usar tailleur e scarpins pretos... até de ficar menstruadas. Mas, como adultas mergulhadas nas exigências intermináveis da feminilidade contemporânea, sentimos saudades da época em que a única exigência da higiene feminina era “da frente para trás” e tomar banho todo dia.

Quando éramos garotinhas, as mulheres adultas em nossas vidas davam a impressão de que ser adulta era o máximo. E sabe de uma coisa? É o máximo mesmo. Agora, algumas coisinhas que naquela época nos pareciam profundamente glamourosas na realidade são chatíssimas.

Veja uma lista de 14 coisas que quando éramos menininhas não víamos a hora de fazer, mas que agora, adultas, já não achamos o máximo:

1. Vestir roupas “de trabalho”

Não víamos a hora de vestir um terninho de trabalho, estilo Murphy Brown. Hoje, “traje de trabalho casual” mais nos parece “desconforto desnecessário”. Quando éramos crianças e podíamos usar leggings como calças, sem que ninguém nos julgasse por isso, sonhávamos com saias de cintura alta e blazers. Os jovens não dão o valor devido à juventude.

2. Ficar acordada até tarde

Quando éramos crianças, as horas após as 21h eram envoltas em mistério. Não víamos a hora de definir nós mesmas o horário de ir para a cama. Mas, nos parcos momentos da idade adulta em que seu professor, seu chefe, seu filho ou seu pet não determinam sua hora de ir para a cama, você arranca o sutiã às 20h, escolhe o que ver na TV às 21h e dá adeus ao dia às 23h.

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3. Tomar café

Quer fosse por ver Phoebe, Monica e Rachel batendo papo em volta de copos de café em “Friends” ou por notar que todo mundo sempre pedia um cafezinho no final da refeição, nós também queríamos começar a curtir o ritual do café. Na realidade, o café que tomamos no escritório ou cafeteria é ruim e estritamente utilitário, e um café artesanal custa uma hora de salário. Adultas, geralmente tomamos café na correria e no pânico, apenas para evitar um episódio de narcolepsia no meio da manhã.

4. Marcar encontros

Quando éramos meninas, nos levaram a pensar que só teríamos interesse romântico por garotos. Cada vez que saíssemos de casa para tomar o café que não víamos a hora de tomar, encontraríamos homens sofisticados, inteligentes e bonitos. Eles nos levariam a bailes, nos dariam flores e nos pagariam martinis (que nós também imaginávamos que seriam uma delícia). Infelizmente, os diálogos no estilo dos romances de Jane Austen não funcionam bem no Tinder. Na era das maratonas de "Law and Order: SVU", o encontro bonitinho padrão das comédias românticas é indistinguível do assédio que sofremos nas ruas. Um rapaz aparentemente gentil segue uma mulher bonita até a padaria e se adianta para pagar US$5 pelo bolinho que ela quer? Isso não acontece.

5. Ficar menstruada

O trauma inicial de descobrir que um dia iríamos sangrar lá embaixo era um pouco aliviado pela ideia da maturidade e feminilidade que achávamos que isso nos garantiria. Estávamos enganadas. Se soubéssemos que teríamos cólica, talvez não tivéssemos ficado tão animadas.

6. Morar sozinha

Mal podíamos esperar para ter um apartamento gigante só para nós. Isso foi antes do colapso econômico de 2008, quando “moradia a preço acessível” virou um sonho impossível. Dividir um “apertamento” com três conhecidas não é bem o que tínhamos em mente.

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7. Comer quando quiser

A emoção da liberdade culinária se desfaz por volta dos 19 anos de idade. Jantar sorvete é algo que é realmente sobrevalorizado. A mesma coisa se aplica a devorar balinhas gratuitas das lojas ou a comida que sobrou nos pratos de nossos filhos.

8. Ter um telefone próprio no escritório

Houve época em que atender seu próprio telefone, na sua própria mesa de trabalho, parecia o gesto que definia a mulher profissional. Mas a adoção do e-mail e dos SMS acabou prejudicando seriamente o glamour de qualquer telefone, mais ainda se for um telefone fixo pesadão e indiscreto. Eu sou obrigada a falar com pessoas irritantes em frente de meus colegas e em tom diplomático, sempre no pior momento possível? Não é tão fascinante quanto nos parecia no passado.

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9. Calçar salto alto

Admitimos: adoramos a postura que um salto alto nos proporciona quando damos os primeiros passos nele. Então chega a dor. Quando éramos garotas, achávamos que Barbies não precisavam ir a pé a lugar algum. Na vida real, toda mulher adulta faz um cálculo dos custos e benefícios de passar um dia com os pés enfiados num sapato desconfortável. Sem falar nas coisas terríveis que os saltos altos fazem ao nosso corpo. É desanimador.

10. Usar maquiagem

Quando observávamos nossa mãe contorcer o rosto para aplicar rímel ou Audrey Hepburn dando uma retocada rápida no rosto em “Bonequinha de Luxo”, a maquiagem sempre nos parecia algo ritualístico e excitante. Quando você é mulher adulta, maquiar-se pode ser divertido de verdade –até o momento em que vira obrigação. Use corretivo debaixo dos olhos sempre ou você vai parecer “doente” ou “cansada” sem ele. As golas brancas e bem passadas ganham manchas de base. O rímel escorre assim que o cérebro transmite qualquer emoção aos seus olhos. Não é divertido.

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11. Raspar as pernas

Existe crime maior que se possa cometer contra uma pré-adolescente que proibi-la de raspar as pernas? Para a adolescente ligeiramente peluda, aquelas lâminas turquesas translúcidas que prometiam pernas lisinhas, próprias para você se exibir na praia, eram pilares da feminilidade. Hoje desembolsamos o que ganhamos em algumas horas para fazer uma depilação e sabemos que mergulhar no mar com canelas recém-raspadas é péssima ideia. Olhando para trás, percebemos que nossas mães estavam apenas adiando um ciclo irreversível de remoção de pelos que dura a vida inteira.

12. Usar sutiã

Esta GIF diz a verdade...

(Meus peitos estão adorando esta história de estar desempregada. Eles não precisam ir para a prisão de peitos todo dia.)

13. Mudar nosso cabelo

Não sentimos saudade alguma daqueles cortes de cabelo estilo tigela da nossa infância. Mas as divas do cinema que saíam do salão com uma permanente novinha e reflexos brilhantes traíam as horas passadas enrolando, relaxando e tingindo os cabelos e os estragos às nossas finanças que decorrem da mudança de penteado. Só queríamos cachos balançantes. Agora tingimos nossas sobrancelhas para combinar com nossas jubas tingidas. Mulheres espertas...

14. Andar de bolsa

Bolsa, bolsinha. Queríamos uma. Isso era antes de sabermos que elas existem para carregar maquiagem, absorventes, contas de luz, um par de sapatilhas e talvez um sutiã. Isso mesmo.