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13/05/2014 14:15 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Consumo maior não reduz desigualdade social, critica FHC

YURI CORTEZ via Getty Images
Former Brasilian President, Fernando Henrique Cardoso arrives for a press conference at Technological of Monterrey Institute in the framework of 'Regional Forum: Safety, Drug Policy and Arms Control' in Mexico City on March 7, 2013. The forum was organized by Commission on Drug Policy and former Presidents of Colombia, Cesar Gaviria and Ruth Dreifuss from Switzerland were invited, too. AFP PHOTO/ Yuri CORTEZ (Photo credit should read YURI CORTEZ/AFP/Getty Images)

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) afirmou nesta terça-feira, 13, que há uma espécie de "rancor" hoje no Brasil. "Ônibus são queimados todas as noites, a população está irada por um conjunto de fatores", afirmou. FHC participa de evento comemorativo dos dez anos do seu instituto, em São Paulo, com a participação dos ex-presidentes Felipe González, da Espanha, Ricardo Lagos, do Chile, Julio Sanguinetti, do Uruguai, e Jorge Castañeda, ex-ministro das Relações Exteriores do México.

No painel "Alternativas para a América Latina em tempo de escolhas", FHC criticou o atual modelo, que prioriza o consumo, mas não reduz as desigualdades sociais. "Chamar de classe média o aumento do consumo e renda não tem consistência", argumentou. Nas críticas, o ex-presidente tucano citou o setor energético, lamentando que o atual governo tenha colocado um freio numa alternativa real, que é o etanol.

Fernando Henrique frisou que os atuais problemas geram as angústias que levam às manifestações, e citou que há uma espécie de valorização, na América Latina, de modelos autoritários estatizantes, que parecem avançar na comodidade social, mas sem autonomia. Segundo ele, tais "avanços" são custeados com recursos públicos.

FHC voltou a falar também sobre a Venezuela, dizendo que "é escandaloso que não haja uma reação maior ao que ocorre" naquele país.