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12/05/2014 09:47 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Em vídeo, Boko Haram propõe troca de meninas sequestradas por presos (ASSISTA)

ASSOCIATED PRESS
FILE - This file image taken from video posted by Boko Haram sympathizers made available on Wednesday, Jan. 10, 2012 shows Imam Abubakar Shekau, the leader of the radical Islamist sect Boko Haram. Nigeria is opening a secret detention center to hold and interrogate suspected high-level members of a radical Islamist sect responsible for hundreds of killings this year alone, a security official has told The Associated Press. While the facility could create a more cohesive effort among disparate and sometimes feuding security agencies in Nigeria to combat the sect known as Boko Haram, it raises concerns about its possible use for torture and illegal detentions. (AP Photo, File) THE ASSOCIATED PRESS CANNOT INDEPENDENTLY VERIFY THE CONTENT, DATE, LOCATION OR AUTHENTICITY OF THIS MATERIAL

O líder do grupo islamita Boko Haram, Abubakar Shekau, disse nesta segunda-feira (12) que pretende trocar as mais de 200 estudantes sequestradas por militantes que estão presos, de acordo com um vídeo visto pela Agência France Presse.

A agência francesa informou que o vídeo de 27 minutos mostrava cerca de 100 garotas cobertas inteiramente por um véu e recitando o Corão em um local não revelado. Em uma imagem separada, o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, diz que elas se converteram ao Islamismo. A rede britânica BBC divulgou um trecho do vídeo, que mostra as meninas fazendo declarações de fé.

Ajuda negada

Na sexta passada, foi divulgado que o presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, negou por semanas ajuda internacional pra buscar as meninas desaparecidas, mais um erro da mesma série que está provocando uma avalanche de críticas contra o governo da Nigéria.

Leia também: Campanha por meninas sequestradas na Nigéria ganha força, mas e o resgate?

O Reino Unido, ex-colonizador da Nigéria, foi o primeiro a oferecer ajuda um dia após o sequestro em massa, em 15 de abril, e fez uma proposta formal de ajuda dia 18, segundo o governo britânico. O secretário de Estado americano, John Kerry, dsse que suas embaixadas ofereceram ajuda à Nigéria desde o "primeiro dia da crise".

Apesar da disposição internacional, foi apenas um mês depois do sequestro que o presidente aceitou ajuda de EUA, Reino Unido, França e China. O atraso mostra uma aparente falta de urgência por parte do governo e do Exército, por razões que incluem desde a relutância em trazer estrangeiros até a possível infiltração por parte dos extremistas.

(Com Associated Press e Reuters)