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06/05/2014 18:58 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:29 -02

China: crise no gigante asiático pode favorecer setores da economia no Brasil

Bloomberg via Getty Images
A farmer drives a Deere & Co. tractor across a field while planting corn seeds in the countryside outside Ternopil, Ukraine, on Friday, May 2, 2014. The U.S. is the top wheat shipper, while Russia ranks fifth followed by Ukraine. Photographer: Vincent Mundy/Bloomberg via Getty Images

A economia da China tem surpreendido a todos -- mas desta vez por números pouco animadores. Pelo menos para os chineses.

"Acostumado" com um crescimento de 10% ao ano de seu Produto Interno Bruto, o gigante Chinês tem se preocupado com a evolução do seu PIB que tem ficado em torno de 7% nas previsões.

Com esta preocupação em mente, nesta terça-feira o banco central da China disse que manterá sua política monetária estável com ajustes finos nos momentos certos para ajudar a estabilizar o crescimento econômico. As informações são da agência Reuters.

O órgão chinês usará um conjunto de ferramentas de política para manter ampla liquidez, disse o banco central no relatório de implementação de política monetária do primeiro trimestre. O banco central chinês também prometeu manter o iuan praticamente estável enquanto ao mesmo tempo em que avança com reformas para ajudar a introduzir uma flexibilidade maior de duas vias na moeda. O BC também se comprometeu a adotar medidas para manter a estabilidade financeira e reduzir riscos sistêmicos.

Esta queda do desempenho econômico chinês pode refletir negativamente em diversos setores da economia do Brasil. Entretanto, o agronegócio não precisa estar tão alerta.

Uma reportagem desta terça-feira no jornal Folha de São Paulo demonstrou como a dependência da China em relação à importação de commodities do Brasil pode dar margem de lucro a produtos que tem crescido no país.

Segundo apurado pelo jornal Folha de São Paulo, a dependência chinesa está crescendo justamente em produtos que crescem no Brasil: milho, soja, trigo, algodão e até o arroz.

O setor de carnes do Brasil também pode se beneficiar da crise chinesa. Segundo apurado pela Folha, o crescimento de exportação de suínos pode aumentar 59% em dez anos, enquanto a exportação de frango pode crescer em até 45%.

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