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30/04/2014 09:56 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:29 -02

Pena de morte é colocada em xeque nos EUA após sofrimento de condenado

Funcionários de uma prisão de Oklahoma, nos Estados Unidos, interromperam uma execução de um condenado depois que uma nova combinação de droga que nunca havia sido usada antes provocou convulsões no homem. Ele morreu alguns minutos depois de um ataque cardíaco.

Clayton Lockett, 38 anos, ficou inconsciente 10 minutos depois da aplicação da injeção letal, uma combinação nova de três drogas, na manhã de terça-feira. Três minutos depois, ele começou a respirar pesado e a se contorcer batendo os dentes e tentando levantar a cabeça do travesseiro.

As cortinas foram abaixadas para que as pessoas presentes na execução não pudessem ver o que acontecia na “câmara da morte”, e o procedimento mais tarde foi interrompido. Mas já era tarde, porque Lockett morreu pouco depois. “Foi algo horrível de se testemunhar”, disse o advogado de Lockett, David Autry. O estado de Oklahoma nunca revelou detalhes sobre a injeção letal.

Os problemas na execução provavelmente vão reacender o debate sobre a capacidade dos estados de administrar injeções legais compatíveis com a Constituição dos EUA, ou seja, sem resultar em punição cruel. Esse assunto chamou novamente a atenção de advogados e críticos da pena de morte nos últimos meses, enquanto vários estados enfrentam dificuldades para encontrar novas fontes de drogas de execução, já que boa parte dos laboratórios que produzem a droga, localizados na Europa, pararam de vendê-la para as prisões americanas por discordar da pena de morte.

(Com Associated Press)