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24/04/2014 08:30 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:29 -02

Eduardo Campos assume posições "polêmicas" para deixar a inércia das pesquisas eleitorais

Ricardo Wolfeenbüttel/Agência RBS/Estadão Conteúdo

Pelo bem ou pelo mal, o pré-candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB) resolveu mostrar as suas cartas rumo às eleições de outubro. Em 48 horas, o ex-governador de Pernambuco resolveu “apimentar” disputa ao lançar mão de dois posicionamentos polêmicos: ser contrário ao aborto e ser contra a diminuição da maioridade penal no Brasil. Risco calculado? Talvez. Tudo para abandonar a posição “estática” das últimas pesquisas de intenção de voto.

No último levantamento do Ibope, Campos apareceu com 6% das intenções de voto, ante 14% de Aécio Neves (PSDB) e 37% da presidente Dilma Rousseff (PT). O candidato do PSB ainda aparece atrás mesmo da sua companheira na chapa, a vice Marina Silva, que contou no levantamento do Ibope com 10% das intenções de voto. Em dois levantamentos anteriores do mesmo Ibope, Campos aparecia com 7%. Ou seja, estacionado.

Na pesquisa Datafolha, Campos apareceu da última vez com 10%, um aumento de um ponto porcentual em relação à pesquisa do mesmo instituto em fevereiro, aparecendo em ambas atrás de Dilma e Aécio. A incapacidade da oposição em capitalizar em cima das quedas constantes da atual presidente pode ter incentivado o candidato do PSB a “mostrar as suas cartas” mais cedo, em um campo de batalha que deve esquentar mesmo após as convenções partidárias, de julho.

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As postagens contrárias ao aborto não chegam a surpreender, sobretudo tendo ao seu lado Marina Silva, que já se declarou pessoalmente contra o tema nas eleições de 2010. Já a questão da maioridade penal é um assunto também espinhoso, mas que o coloca em lado oposto ao de Aécio, também opositor ao atual governo, porém que se disse favorável à diminuição da maioridade penal. Já Campos é contra nesse assunto.

Nas redes sociais, o ex-governador de Pernambuco tenta demonstrar que não foge do debate, se apresentando como uma alternativa mais clara e objetiva para quem diz querer uma mudança no Palácio do Planalto, se afastando dos rivais tucanos nesse momento. Todavia, a adoção de posições ditas consolidadas sobre temas espinhosos pode ter resultados diferentes dos esperados. É o que os números das próximas pesquisas de intenção de voto dirão sobre a condução da candidatura socialista.

Que venham os próximas temas polêmicos.