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21/04/2014 11:05 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:29 -02

Terroristas sequestraram 234 meninas em escola na Nigéria

Afolabi Sotunde/Reuters

Na Nigéria, 234 meninas estão desaparecidas depois que um grupo extremista islâmico atacou uma escola na semana passada. Inicialmente, as autoridades nigerianas falaram que 85 meninas estavam desaparecidas, e, alguns dias depois, o Exército disse que a maioria havia sido libertada.

No entanto, os pais das vítimas afirmaram nesta segunda-feira (21), uma semana após o ataque, que 234 meninas estão desaparecidas da escola em Chibok, no estado de Borno, no nordeste do país. Os pais disseram ao governador do estado que os policiais locais não estão ouvindo-os.

Por isso, o governador de Borno, Kashim Shettima, pediu que uma escolta militar o levasse até a cidade, mas oficiais de segurança não permitiram porque seria muito perigoso ir até Chibok, que fica a 130 quilômetros de Maiduguri, a capital do estado e cidade natal de Boko Haram, a rede terrorista acusada do sequestro.

Sequestro

Os atiradores, que se acredita serem membros do grupo islâmico Boko Haram, que já atacaram escolas no nordeste como parte de sua rebelião anti-governo, levaram as estudantes da escola em Chibok na noite de segunda-feira. O ataque aconteceu no mesmo dia de um atentado a bomba nas cercanias de Abuja, capital do país.

A explosão matou pelo menos 75 pessoas, o ataque mais mortífero até hoje em Abuja, e despertou dúvidas sobre a capacidade governamental de proteger a capital de uma insurreição que ameaça se espalhar a partir do bastião do grupo islâmico no nordeste nigeriano.

O presidente, Goodluck Jonathan, acusou o Boko Haram pela explosão, embora o grupo, que tem laços com militantes ligados à Al Qaeda no Sahara, não tenha reivindicado responsabilidade.

Com eleições marcadas para fevereiro, Jonathan está sob enorme pressão para conter a insurgência de cinco anos, que representa um risco de segurança crescente ao maior produtor de petróleo da África e seu recém adquirido status de maior economia do continente.

(Com AP e Reuters)