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20/04/2014 20:02 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:23 -02

Família de ex-diretor da Petrobras gastou quase R$ 6 mi em imóveis nos últimos cinco anos, diz revista

Tasso Marcelo/Estadão Conteúdo

Ser bem-sucedido e usufruir disso está longe de ser um crime. Mas as movimentações financeiras da família do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, vêm chamando a atenção das autoridades brasileiras. Segundo reportagem da revista Veja, familiares de Costa – preso no mês passado durante a Operação Lava Jato, da Polícia Federal – compraram 13 imóveis nos últimos cinco anos, ao custo oficial de R$ 5,8 milhões.

O ex-diretor da estatal brasileira foi indiciado pela PF na semana passada por integrar um esquema de lavagem de dinheiro com valores na casa dos R$ 10 bilhões. Ele tinha a ajuda, de acordo com a polícia, do doleiro Alberto Yousseff, que também está preso. No caso das compras dos imóveis, todos localizados no Rio de Janeiro, a suspeita levantada pela reportagem diz respeito ao valor registrado nas transações, que estaria, segundo a Veja, abaixo do mercado, o que sugeriria a existência de um “caixa 2” de recursos ilícitos por parte de Costa.

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Além do ex-diretor, estariam envolvidos no esquema suspeito de compra de imóveis com dinheiro não declarado a mulher, as duas filhas e os dois genros do ex-diretor da Petrobras. Se for constatada a existência de um esquema familiar para a ocultação de bens patrimoniais, todos podem ser acusados de lavagem de dinheiro, conforme informou a reportagem da revista Veja. A pena para esse crime pode chegar a 10 anos de cadeia.

Doleiro possuía esquema de “delivery” de dinheiro

Outra reportagem, também de Veja, revelou que o doleiro Alberto Yousseff, possuía um esquema de entrega de dinheiro a domicílio, operando inclusive em Brasília. A reportagem sugere que parlamentares possam ter sido “beneficiados” com os serviços prestados por Yousseff, que também foi indiciado pela PF por lavagem de dinheiro durante a Operação Lava Jato.

Policiais federais devem seguir investigando as transações realizadas pelo doleiro, a fim de chegar a outros nomes que possam estar envolvidos em um esquema que, segundo a revista, permitia que empresas pagassem comissões a políticos por contratos milionários, mais notadamente com estatais e outros órgãos ligados ao governo federal.