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13/04/2014 15:50 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:23 -02

Com obras inacabadas e superfaturadas, Brasil é destaque do jornal The New York Times

Reprodução Facebook

Em ano de Copa do Mundo, todos os olhos se voltam para o Brasil. Na edição deste sábado (12), do jornal americano The New York Times, o país virou manchete. Mas, desta vez, não foi o Mundial o assunto em questão, e sim as muitas obras inacabadas e superfaturas que se espalham por aqui. A exposição proporcionada pelo evento tem levado ao mundo os nossos grandes problemas estruturais.

Intitulada “Grand Visions Fizzle in Brazil” (Grandes visões fracassam no Brasil), a reportagem do jornalista Simon Romero reúne dados, depoimentos e até um vídeo. Ela chama a atenção para a demora na construção da ferrovia Transnordestina, para o abandono de edifícios curvilíneos projetados por Oscar Niemeyer e de parques eólicos, assim como para o rombo orçamentário provocado por projetos luxuosos, como hotéis inacabados no Rio de Janeiro.

Romero lembrou até do “malfadado” museu de extraterrestres, que começou a ser construído com recursos federais na cidade de Varginha, em Minas Gerais, mas não foi terminado. “Seus restos esqueléticos agora pairam como um navio perdido entre as ervas daninhas", comentou.

E disse mais: “Os projetos da Copa do Mundo são apenas uma parte de um problema maior nacional e lançam uma cortina de fumaça sobre grandes ambições do Brasil: uma série de projetos luxuosos concebidos quando o crescimento econômico foi de afluência que agora estão abandonados, paralisados ou descontroladamente acima do orçamento.”

O jornalista afirma que os empreendimentos foram destinados a impulsionar a economia brasileira, mas agora que o país vive uma “ressaca pós-boom”, eles foram deixados de lado, expondo líderes a críticas fulminantes, alimentando pretensões de gastos desnecessários e incompetência, enquanto os serviços básicos para a população continuam deficientes.

Alguns economistas ouvidos por ele associaram o problema à “burocracia paralisante, à destinação irresponsável de recursos e à corrupção”. “Os fiascos estão se multiplicando, revelando uma desordem lamentavelmente sistêmica. Nós estamos acordando para a realidade de que imensos recursos foram desperdiçados em projetos extravagantes, quando nossas escolas públicas ainda são uma bagunça e esgoto ainda está em nossas ruas”, disse Gil Castello Branco, diretor do Contas Abertas, um grupo de vigilância brasileiro que analisa os orçamentos públicos.

Leia a matéria completa no site do NYTimes. E assista ao vídeo aqui.