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11/04/2014 17:04 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:23 -02

#SomosTodasAdelir: mulheres protestam contra violência obstétrica em 30 cidades

Reprodução/Facebook

Manifestações contra a violência obstétrica pipocaram nesta sexta-feira (11) em várias cidades do Brasil em repúdio ao caso de Adelir Góes, uma mulher grávida que foi obrigada pela Justiça a fazer uma cesariana em Torres (RS).

Na convocatória do evento #SomosTodasAdelir, a manifestação estava prevista em mais de 30 cidades. Até o momento, não foi divulgado o número de participantes, mas, pelas redes sociais, pequenos grupos se reuniram com cartazes e espalharam panfletos em várias cidades. Veja algumas fotos:

Em São Paulo, a manifestação continua até sábado de manhã, quando será feita uma marcha até o Ministério Público Estadual. Fora do Brasil, manifestações em embaixadas brasileiras em várias partes do mundo devem divulgar a petição por justiça no caso Adelir.

O texto da convocatória expressa a importância da realização de um debate sobre direitos humanos. “O caso de Adelir Góes, ocorrido em Torres/RS, abre um perigoso precedente que afeta direta ou indiretamente todxs que militam por causas ligadas aos Direitos Humanos, Direitos das Mulheres, Direitos Sexuais e Reprodutivos, Direitos das Minorias (Adelir, seu marido e família são ciganos e argumentos discriminatórios têm surgido sistematicamente nos debates sobre o caso), bem como contra toda e qualquer forma de violência contra as mulheres, incluindo aquela praticada pelo poder público e seus agentes", diz o texto.

"O debate é particularmente importante para todxs que têm se debruçado sobre o “Estatuto do Nascituro” e suas potenciais consequências sombrias. Não se trata de um debate sobre parto normal ou cesárea! Trata-se de uma violação aos direitos humanos, particularmente ao direito à integridade pessoal, liberdade pessoal, proteção da honra e da dignidade. Trata-se de uma violação aos direitos reprodutivos”, diz o texto da convocatória. Assista ao vídeo de divulgação do manifesto:

As mulheres que foram vítimas de violência obstétrica e querem compartilhar sua experiência podem participar de uma pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que está compilando casos: