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08/04/2014 15:58 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:23 -02

Acre e Rondônia em estado de calamidade pública: governos pedem socorro por inundações

Reprodução/Facebook

O Norte do País pede socorro ao governo federal. Acre e Rondônia decretaram estado de calamidade pública. Por causa da cheia do rio Madeira, as enchetes afetam quase 30 mil pessoas em Rondônia. Cerca de 3,7 mil famílias ficaram desalojadas. O transbordamento do rio acabou afetando trechos da BR-364, única via de ligação do Acre com todo o País.

Por isso, o Acre corre risco de desabastecimento de alimentos, remédios, combustíveis e bens duráveis. O governador do estado, Tião Viana (PT-AC), contabiliza R$ 800 milhões em prejuízos. "Com o decreto de calamidade, buscamos facilitar caminhos do governo federal para sairmos dessa grave situacão", explicou Tião Viana em entrevista à Globo News nesta terça-feira (8).

Como a rodovia está bloqueada por conta do alagamento, o Peru tem sido a alternativa para a entrada de produtos de forma a abastecer a população. "O problema tem sido a burocracia na fronteira entre Peru e Brasil; as carretas passam até dez dias paradas, esperando para entrar em nosso território", disse Tião Viana. Balsas também são utilizadas para levar combustível e gás ao estado.

A Força Aérea Brasileira (FAB) também está atuando para ajudar os acreanos. Aviões da FAB transportaram alimentos de Porto Velho a Rio Branco, como frutas, hortaliças e trigo.

Cheia do Rio Madeira deixa AC e RO em estado de calamidade

O governador de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB-RO) já havia decretado estado de calamidade na quinta-feira (3). Agora os dois estados esperam a resposta do governo federal.

O transbordamento do rio Madeira começou no início de fevereiro. Desde o dia 26 daquele mês, o Acre já tinha decretado estado de emergência.