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05/04/2014 16:55 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:23 -02

Novas denúncias contra André Vargas podem levá-lo à Corregedoria da Câmara dos Deputados

JOEL RODRIGUES/FRAME/ESTADÃO CONTEÚDO

O deputado federal André Vargas (PT-PR), vice-presidente da Câmara dos Deputados, pode ser investigado pela Corregedoria Parlamentar da Casa a partir da próxima segunda-feira (7). A decisão pela abertura de uma representação por quebra de decoro do parlamentar está nas mãos do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Na véspera dessa decisão, Vargas foi alvo de novas denúncias.

Em matéria publicada neste sábado (5) pela revista Veja e reproduzidas pelo G1, o vice-presidente da Câmara é apontado como figura atuante ao lado do doleiro Alberto Yousseff para a assinatura de um contrato entre o Ministério da Saúde e uma empresa de Yousseff. A revista apresenta trechos de mensagens trocadas entre os dois em 2013, as quais comprovariam o envolvimento dos dois.

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Não é a primeira vez na semana que Vargas e Yousseff são associados. O doleiro, preso no mês passado pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que apura um esquema de lavagem de dinheiro, teria intermediado a ida do vice-presidente da Câmara para João Pessoa (PB) em um jatinho alugado. Diante da repercussão, Vargas chegou a apresentar duas versões, antes de ir ao Plenário da Câmara e discursar com uma terceira versão para o caso.

Em primeira análise, a investigação por quebra de decoro, feita pelo líder do PSOL, deputado Ivan Valente (SP), foi avaliada pela Secretaria-Geral da Mesa da Câmara, que sugeriu o arquivamento do caso. Contudo, Henrique Alves pode acatar o parecer ou discordar dele, o que tornaria Vargas alvo de uma investigação, que poderia resultar na cassação do deputado petista.