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05/04/2014 09:34 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:23 -02

Forças Armadas ocupam Complexo da Maré, no Rio

ERBS JR./Estadão Conteúdo

O Exército já ocupou o Complexo da Maré na manhã deste sábado (05) para dar continuidade ao processo de pacificação. Eles estão com blindados fazendo incursões na comunidade às margens da Avenida Brasil.

As 15 favelas que compõem o Complexo da Maré, na zona norte do Rio, começaram a ser ocupadas pelas Forças Armadas durante a madrugada deste sábado, numa operação envolvendo tanques e outros veículos militares, que transportam 2.500 agentes.

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O conjunto de favelas, que tem 10 quilômetros quadrados de área e 130 mil habitantes, estava ocupado pela Polícia Militar desde o último domingo.

Apesar do avanço dos blindados do Exército e da Marinha pelo complexo da Maré, a rotina nas comunidades praticamente não mudou. Até pouco antes das 7 horas deste sábado (5), não havia registro de confrontos nem de prisões.

A única novidade era que moradores se aglomeram perto dos tanques militares para fotografá-los. "Arma a gente já viu muitas, é comum, mas tanque de guerra eu não conhecia", disse uma moradora que se identificou apenas como Maria do Carmo, de 47 anos.

Mortes na operação

As ações policiais no Complexo da Maré, na zona norte do Rio, que antecederam a ocupação da região pelas Forças Armadas na manhã deste sábado (5) resultaram na morte de 16 criminosos, segundo balanço divulgado pela Secretaria de Segurança. Outros oito, sendo dois menores, foram feridos. Houve 36 confrontos entre policiais militares e bandidos, diz a nota. A operação preliminar durou duas semanas, entre os dias 21 de março e 4 de abril e envolveu as Polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal. As mortes ocorreram durante ações da PM. O balanço aponta ainda 162 prisões e 51 menores apreendidos. Foram apreendidas armas, munições e drogas como maconha, cocaína, crack e heroína. Na véspera da ocupação da Maré, a Polícia Federal apreendeu armas, munição e drogas transportadas em um caminhão frigorífico, na Rodovia Presidente Dutra, altura de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Uma investigação da PF indica que o carregamento, que saiu do Paraná, seria distribuído em favelas que já têm Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), como Jacarezinho, Manguinhos e Rocinha. A intenção era reforçar o poderio dos grupos responsáveis por ataques recentes a UPPs e que resistem à pacificação da Maré. A operação terminou com a prisão do traficante Illan Nogueira de Sales, o Capoeira. Foram apreendidos seis fuzis, 38 pistolas, munições, carregadores e sete kits de rajada de pistola Glock, que aumentam o poder de fogo da arma. O motorista do caminhão frigorífico teria recebido R$ 10 mil para fazer o transporte.