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02/04/2014 10:47 -03 | Atualizado 26/01/2017 20:57 -02

Lentidão da Justiça faz Dado Dolabella se livrar da prisão mesmo condenado por agressão à atriz Luana Piovani

AgNews

Depois de seis anos, a Justiça deu fim ao caso de agressão envolvendo Dado Dolabella e Luana Piovani. Sim, o ator foi condenado a 9 meses de prisão pelo STJ. Mas, mais uma vez, a lentidão no andamento do processo prescreveu a pena e, não, Dado não irá para a prisão, segundo informações da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

A agressão aconteceu em 2008, durante uma discussão do casal em uma boate no Rio de Janeiro. Imagens gravadas pelo sistema de segurança do espaço registraram o momento em que Luana e sua camareira Esmeralda são empurradas pelo ator e caem no chão.

Na época, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro afastou a aplicação da Lei Maria da Penha com a justificativa de que Luana não poderia ser considerada uma mulher “hipossuficiente nem vulnerável” e também não mantinha uma relação considerada “estável” com o ator. Além disso, o TJ alegou que “Luana Piovani nunca foi uma mulher oprimida ou subjugada aos caprichos do homem".

Desde quando as mulheres são divididas entre as que “podem” e as que “não podem” apanhar? Como já reforça o Art. 2º da lei: “Toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível educacional, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social”.

Para fugir dos desentendimentos, o STJ decidiu então manter a condenação do moço alegando “que a lei vale para toda e qualquer mulher, independentemente de sua condição física ou social”.

Tarde – e absurdo - demais.