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01/04/2014 17:17 -03 | Atualizado 26/01/2017 20:50 -02

Marco Feliciano ataca vacina contra HPV para meninas de 11 a 13 anos

ED FERREIRA/ESTADÃO CONTEÚDO

O deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) mantém a cruzada contrária à vacinação de meninas de 11 a 13 anos contra o vírus HPV. Nesta terça-feira (1º), o pastor tuitou sobre o "perigo" da imunização, compartilhando o link de todas as buscas do Google sobre as reações alérgicas que algumas meninas tiveram à vacina.

Em fevereiro, Feliciano já havia criticado no site oficial a imunização oferecida pelo Ministério da Saúde. Segundo a postagem dele, a proteção contra o HPV dura só cinco anos e, por isso, a vacina deveria ser aplicada "mais próxima da idade em que pesquisas apontam como média da iniciação sexual" – o que seria bem depois da faixa 11-13 anos.

"Se a vacina tem prazo de validade de cinco anos, de acordo com alguns estudos, vamos deixar seguir o caminho natural da natureza humana conhecida, que passa pela puberdade, fase adulta em torno dos 13 aos 18 anos", defende Feliciano no site. "Se a ciência não garante uma vacina 100% eficaz, ainda corremos o risco da criança 'imunizada' ter a falsa sensação de que estará liberada para o sexo promíscuo, vindo a engrossar as estatísticas de gravidez precoce."

O SUS já vacinou mais de 2,4 milhões de meninas, segundo dados divulgados ontem (31). O Ministério da Saúde informa que a vacina tem eficácia de 98% contra o HPV e é recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O monitoramento ao redor do mundo excluiu "a ocorrências e eventos adversos graves ou permanentes".

De acordo com o ministério, a vacina protege contra quatro subtipos do vírus, sendo que dois deles são responsáveis por 70% dos casos do câncer de colo de útero.

Procurada pelo Brasil Post, a assessoria do Ministério da Saúde afirma que não procede a informação da "validade de imunização por cinco anos", defendida por Marco Feliciano. O ministério esclarece que a segunda dose é aplicada seis meses após a primeira dose, durante a campanha atual. A terceira dose, que deve ser aplicada cinco anos depois, é apenas um reforço.

Segundo a assessoria, a campanha não estimula nem se refere em momento algum ao início da vida sexual das meninas.

ATUALIZAÇÃO

Caso o tweet seja deletado, fizemos o print:

feliciano