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01/04/2014 17:34 -03 | Atualizado 26/01/2017 20:50 -02

Em entrevista exclusiva a Revista Placar, ex-goleiro Bruno revela ter tentado o suicídio na cadeia

Alexandre Battibugli / Placar

A edição de abril da Placar, que chega às bancas em São Paulo e Rio de Janeiro nesta terça-feira, traz uma entrevista exclusiva com o ex-goleiro Bruno, condenado a 22 anos e três meses de prisão pelo sequestro e assassinato da modelo Eliza Samudio.

O repórter Breiller Pires conseguiu falar com o ex-jogador do Flamengo, que ainda sonha em voltar a atuar - sem jogar há quatro anos, Bruno chegou a assinar contrato com o Montes Claros, clube que disputa a segunda divisão do Campeonato Mineiro, mas a Justiça não concedeu a ele o regime semi-aberto, que o possibilitaria voltar a praticar sua antiga profissão.

Sem poder voltar a trabalhar como atleta, Bruno segue exercendo, dentro da Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, atividades como confecção de bolas de futebol, entre outras coisas. À Placar, afirmou que não desfruta de privilégios em sua vida na cadeia. "Muita gente acha que, por ter sido jogador de futebol, eu tenho regalias aqui. E não é. Pago um preço alto pela fama", afirmou, completando que "já costurei bola aqui dentro".

Conhecedor dos meandros do mundo do futebol, Bruno é categórico ao afirmar que "tem muito jogador que gosta de colocar a culpa na bola. Mas agora eu conheço cada ponto da bola. Sei quando o cara está dando migué. A bola aqui do presídio não é ruim, não".

A passagem mais dramática da entrevista de Bruno se dá quando ele afirma ter tentado o suicídio na prisão. "Amarrei o lençol na ventana, que é alta, coloquei no pescoço e saltei. Mas a corda arrebentou e eu caí no chão. Olhei para o lado e tinha uma bíblia, que um policial tinha me dado ainda no Rio de Janeiro. Foi Deus que não permitiu que eu me matasse", relatou.

Questionado sobre sua atual situação financeira, afirmou não estar "acabado", mas com "muito pouco do meu dinheiro, longe de poder levar uma vida confortável quando sair daqui".

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