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01/04/2014 16:17 -03 | Atualizado 26/01/2017 20:50 -02

Com seca iminente, SP depende de sucesso de alternativas para reduzir risco de falta de água

PAULO WHITAKER/REUTERS

A marca atual do Sistema Cantareira, de 13,4% da capacidade total do reservatório, é o recorde negativo da represa. Há um ano, o índice estava em 61,9%. A tendência é uma redução ainda mais significativa do volume de água, uma vez que o outono e o inverno são marcados por uma diminuição de chuvas.

Em março, o volume acumulado de chuvas sobre a região do Cantareira (na divisa entre os Estados de São Paulo e Minas Gerais) ficou 5% acima da média histórica para o mês. Para abril, o volume previsto de chuvas é de 89,3 milímetros (mm).

Com o início do período seco, a Sabesp e o governo estadual buscam alternativas para garantir o abastecimento de água na Grande São Paulo até outubro, quando há a expectativa de um período chuvoso regular.

A partir de hoje, o desconto de 30% nas tarifas para os clientes que reduzirem o consumo de água em 20% passa a valer para todos os 31 municípios da Região Metropolitana que são atendidos pela Sabesp, incluindo a capital. Até então, apenas os bairros e as cidades metropolitanas abastecidos pelo Cantareira tinham direito ao bônus, adotado pela companhia em fevereiro.

Para o governador Geraldo Alckmin (PSDB), a ampliação do bônus tem como objetivo reduzir o consumo dos sistemas Guarapiranga e Alto Tietê, que já abastecem cerca de 2 milhões de imóveis que antes da crise hídrica recebiam água do Cantareira. A expectativa é ampliar a atual economia de 4 metros cúbicos de água por segundo para 6 m?/s. Nesta terça, os níveis dos sistemas Alto Tietê e Guarapiranga estão em 37,5% e 77,1%, respectivamente.

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