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01/04/2014 13:34 -03 | Atualizado 26/01/2017 20:50 -02

50 anos do golpe militar: Sessão na Câmara tem provocações, tumulto e resposta de repúdio à ditadura

Antonio Augusto/Câmara dos Deputados

A sessão solene dos 50 anos do golpe militar no Brasil, na Câmara dos Deputados, teve tumulto, provocações e, principalmente, uma homenagem às vítimas da violência da ditadura como um brado político. A personagem emblemática da confusão, para variar, foi o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), porta-voz dos interesses de militares no Congresso Nacional.

Como parlamentar mais antigo da Casa, Bolsonaro seria o designado para presidir a sessão, segundo o Estadão. Porém, os deputados preferiram esperar a chegada de outro deputado com mais legislaturas para iniciar a homenagem. Amir Lando (PMDB-RO) presidiu a sessão.

golpe


Foi no momento em que a deputada Luiza Erundina (PSB-SP) começava a discursar que Bolsonaro deu seu jeito de recordar os milicos, como contou pelo Twitter o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ).


A imagem da faixa foi reproduzida nas redes sociais e repudiada por todos aqueles que se posicionam contra o regime militar.

Com as vaias da maioria em plenário, o deputado Amir Lando pediu a retirada da faixa. E a resposta veio com gritaria, segundo Jean Wyllys.

A mulher em questão é a diretora da União Nacional das Esposas de Militares, Ivone Luzardo, que disse ter passado mal e caído no meio da confusão na Câmara.

Após quatro parlamentares discursarem, de acordo com o G1, Bolsonaro subiu à tribuna e, antes que pudesse fazer a defesa da ditadura militar, viu a maioria dos presentes virar as costas para ele. Nesse momento, todos seguraram cartazes de homenagem às vítimas da violência, que seria celebrada pelo deputado pepista.

A sessão acabou encerrada sem a voz de Bolsonaro a favor da ditadura militar.

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