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26/03/2014 18:34 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:16 -02

Estudo na China mostra que poluição atinge feto

Pablo Alcolea/Creative Commons

Um novo estudo, de cientistas chineses e americanos, mostra uma correlação entre mães expostas à poluição tóxica e seus bebês, que nascem com comprometimento de seu desenvolvimento neurológico.

O trabalho, conduzido pela Universidade Columbia e a Universidade de Medicina de Chongqing, examinou mães e filhos que viviam perto de uma usina de carvão hoje desativada na China.

Foram avaliadas mulheres não-fumantes que tiveram seus filhos em 2002, quando a planta ainda funcionava. Depois, os pesquisadores estudaram mulheres que pariram em 2005, depois de seu fechamento, por preocupações ambientais.

Estudou-se o desenvolvimento neurológico de ambos os grupos, e descobriu-se que as crianças nascidas quando a usina estava ativa mostravam falta de uma proteína necessária para o desenvolvimento e tinham capacidades de memória e aprendizado diminuídas. A região de Tongliang, em que viviam, registrava um grau de poluição oito vezes maior que o limite dos Estados Unidos.

“Eu não esperava uma diferença tão clara entre os grupos, e isto mostra quanto impacto políticas eficazes podem ter sobre populações locais”, afirmou Deliang Tang, principal autor do estudo, publicado no Plos One na semana passada.

“As mutações genéticas podem ser passadas adiante e ter um impacto de longo prazo, e quando há danos às células o quadro é difícil de reverter”, disse Liming Bao, da Faculdade de Medicina de Dartmouth, não envolvido no estudo. “Não se trata de algo que se possa ligar e desligar”, acrescentou o cientista, de acordo com a Salon.

Foto: Pablo Alcolea/Creative Commons