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25/03/2014 12:25 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:16 -02

CPI da Petrobras é inconveniente ao País, pondera Alves

André Dusek/Estadão Conteúdo

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), saiu em defesa do governo ao criticar a iniciativa da oposição de tentar instalar uma CPI para investigar a Petrobras. Para ele, as apurações conduzidas por órgãos de controle como Polícia Federal, Ministério Público e Controladoria Geral da União (CGU) são suficientes neste caso. Ele destaca que a proximidade das eleições compromete uma possível investigação parlamentar.

"Os órgãos de controle estão atuando e, perto das eleições, uma CPI traz um ingrediente político que não convém ao País", afirmou Alves ao Broadcast Político.

A oposição se articula na busca de uma CPI após reportagem do Estado de S., Paulo revelar que a presidente Dilma Rousseff votou favoravelmente à compra da refinaria de Pasadena, no Texas, quando comandava o conselho da estatal do petróleo. A presidente justificou que tomou tal decisão com base em um resumo executivo "falho" e com "informações incompletas". Segundo Dilma, não constavam no documento as cláusulas que levaram a Petrobras a ter um prejuízo bilionário na operação.

Caso Pasadena

O novo conflito começou após reportagem do Estado de S. Paulo revelar, na semana passada, que a presidente Dilma Rousseff apoiou em 2006 a compra de 50% das ações da refinaria Pasadena, na posição de presidente do conselho de administração da Petrobras. A companhia acabou tendo que adquirir 100% das ações e desembolsou US$ 1,2 bilhão pelo negócio. Em 2005, a refinaria havia sido adquirida pela empresa belga Astra por US$ 42,5 milhões.

O Palácio do Planalto fez uma nota de esclarecimentos em resposta à reportagem. Segundo o comunicado, o aval de Dilma à compra de Pasadena foi baseado em documento "técnica e juridicamente falho", que omitia cláusulas importantes. Entre elas, a cláusula Put Option que obrigava a aquisição de 100% da refinaria em caso de desacordo entre os sócios.