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24/03/2014 20:14 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:13 -02

Caso de racismo com Tinga: Conmebol multa time peruano em apenas US$ 12 mil

EVARISTO SA via Getty Images
Brazilian President Dilma Rousseff (R) receives a Cruzeiro jersey from footballer Tinga during a meeting at Planalto Palace in Brasilia on March 13, 2014. Victim of racism during football matches, Tinga was offended in Peru during a Libertadores Cup match. AFP PHOTO/Evaristo Sa (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

Quarenta dias depois das ofensas racistas sofridas por Tinga, na Copa Libertadores, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) anunciou nesta segunda-feira a punição ao Real Garcilaso. O clube peruano foi multado em apenas US$ 12 mil (cerca de R$ 28 mil) e levou uma advertência pelo episódio discriminatório que contou com manifestações indignadas até da presidente Dilma Rousseff e do ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

O clube peruano foi punido com uma multa de US$ 12 mil e com uma advertência formal pela qual seu estádio será fechado em caso de nova infração deste tipo", anunciou a Conmebol, que vinha sendo cobrada pelo caso desde o dia 12 de fevereiro, data em que Tinga ouviu torcedores do Real Garcilaso imitando o som de macacos nas arquibancadas.

Os atos discriminatórios de parte da torcida peruana gerou forte repercussão no mundo esportivo. Jogadores e dirigentes condenaram as manifestações racistas. O presidente da CBF, José Maria Marin, saiu em defesa de Tinga e contou com o apoio do presidente peruano, Ollanta Humala, da presidente Dilma Rousseff e do ministro Aldo Rebelo, que chegou a enviar carta à Conmebol cobrando uma punição rigorosa ao Real Garcilaso.

Em nota oficial de apenas três parágrafos, a Conmebol condenou o racismo no futebol, mas não projetou ações mais rigorosas contra os clubes. "A Conmebol reitera seu compromisso de combater qualquer forma de discriminação e atos racistas em suas competições. Com esta prioridade, reforçamos a vigilância de todos os árbitros e dos delegados das partidas para advertir e denunciar este tipo de infração", registrou a entidade.

Pelo Regulamento Disciplinar da Conmebol, casos de discriminação durante jogos organizados pela entidade podem levar a perda de pontos e até a eliminação do time na competição. "Se as circunstâncias particulares do caso requererem, o órgão disciplinar competente pode impor sanções adicionais à associação membro ou ao clube responsável, como jogar um ou mais jogos de portões fechados, a proibição de jogar uma partida em um estádio determinado, concessão da vitória no encontro, a perda dos pontos e a desclassificação da competição", diz o artigo 12 do Regulamento.

(Com Estadão Conteúdo)

Confira a repercussão negativa da multa, considerada irrisória, entre jornalistas esportivos: