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20/03/2014 09:12 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:13 -02

Navio norueguês chega a local onde estão possíveis destroços de avião desaparecido

AP

O navio de carga norueguês Hoegh St. Petersburg chegou à área no sul do oceano Índico na costa da Austrália onde dois objetos flutuantes, possivelmente pertencentes ao avião desaparecido da Malásia, foram detectados por satélite, informou a empresa proprietária da embarcação nesta quinta-feira (20).

A Força Aérea Real da Austrália anunciou há pouco que encerrou as buscas por hoje devido a chuva, nuvens e visibilidade limitada. Um avião da Marinha dos EUA sobrevoou a área e não encontrou nada. Até agora, nenhum destroço do avião foi encontrado, segundo autoridades dos países envolvidos na busca.

Autoridades advertiram que os objetos podem ser outra coisa, como containers de navios, por exemplo. Mesmo assim, os objetos encontrados pela Austrália são a melhor pista a respeito do paradeiro do avião até agora, 13 dias após o sumiço.

Ainda não há confirmação se os objetos realmente pertencem ao avião. O navio estava a caminho de Melbourne após ter saído de Madagascar quando recebeu um pedido das autoridades australianas para ajudar a investigar os objetos detectados por satélite há quatro dias em uma das regiões mais remotas do globo, a cerca de 2.500 quilômetros a sudoeste de Perth.

Leia também: As vidas a bordo do avião desaparecido da Malásia

Duas imagens captadas por satélites que podem possivelmente ser do avião desaparecido da Malaysia Airlines são "indistintas", informou a Autoridade Australiana de Segurança Marítima nesta quinta-feira.

"São objetos de um tamanho razoável e provavelmente cheios de água, movendo-se para cima e para baixo na superfície", disse John Young, gerente-geral da divisão de resposta a emergências da agência, em entrevista coletiva.

Segundo ele, o maior dos objetos tem 24 metros.

A Austrália enviou quatro aeronaves de reconhecimento e dois navios para uma área no sul da zona de buscas no sul do oceano Índico para buscar os objetos detectados pelos satélites.

A água no local da busca tem "muitos milhares de metros de profundidade", e a visibilidade ruim na área pode prejudicar as buscas, apesar de a água ser moderada, disse Young.

(Com Reuters)