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20/03/2014 15:48 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:13 -02

Cabral e Alckmin já divergem sobre as águas do Rio Paraíba do Sul

Reprocução/Prefeitura de São José dos Campos

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), falou nesta quinta-feira, 20, em sua conta no Twitter sobre a possibilidade de transposição do rio Paraíba do Sul apresentada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Em nota, Cabral negou que tenha autorizado a captação na bacia do Paraíba do Sul."Jamais permitirei que se retire água que abastece o povo do estado do Rio de Janeiro. O governador (Geraldo) Alckmin, com quem tenho excelente relação, me ligou para expor essa ideia. Disse a ele que formalizasse a proposta e que eu enviaria aos órgãos técnicos. Mas já adianto: nada que prejudique o abastecimento das residências e das empresas do estado do RJ será autorizado".A transposição das águas do rio Paraíba do Sul precisa ser autorizada pela Agência Nacional de Águas (ANA) que ainda não recebeu pedido formal para análise da proposta.

Já o governo de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse também nesta quinta que o projeto de retirada de água de uma represa na bacia do rio Paraíba do Sul, no Vale do Paraíba, para suprir o Sistema Cantareira - maior fonte de abastecimento para a Grande São Paulo - não vai prejudicar o Rio de Janeiro."Nós vamos dar todas as garantias. As vazões mínimas todas estão garantidas. Agora é preciso ter um aproveitamento melhor das águas", afirmou Alckmin, durante entrevista em Campinas. Ele apresentou o projeto construção de um duto ligando o reservatório Jaguari, que fica em Igaratá, na bacia hidrográfica do Paraíba do Sul, com o reservatório Atibainha, do Sistema Cantareira, na bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.O Rio já transpõe água da bacia do Paraíba para abastecer suas cidades e estuda os prejuízos locais dessa nova transposição proposta por São Paulo. "Todos ganham com mais reservação, o Rio de Janeiro, Minas e São Paulo. Claro que tem que ter garantia ao Rio de Janeiro. Mas tanto São Paulo como o Rio serão bem beneficiados."Isso porque, segundo Alckmin, o projeto prevê tanto a retirada de água da represa Jaguari, em Igaratá, para levar para o Cantareira, como vice-versa. "Vamos construir uma ligação de 15 quilômetros com um sistema de bombas. A tubulação e é de mão dupla. Você não está tirando só de um."O governador ressaltou ainda que a retirada de água para o Cantareira só acontecerá quando os níveis de seus reservatórios ficarem abaixo de 35%. Hoje eles estão com 14,6% de sua capacidade.