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Mesmo com medidas preventivas, Sistema Canteira tem mais um recorde negativo: de 15,8%

07/03/2014 14:31 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:13 -02
PAULO WHITAKER/REUTERS

A escassez de água em São Paulo preocupa cada vez mais as autoridades. Sem o nível esperado de chuvas para os primeiros meses deste ano, diversas medidas de prevenção estão sendo adotadas para que a saída não seja o racionamento. Entretanto, continua em queda o índice de água nos reservatórios do Sistema Cantareira, que abastece a maior parte da Grande São Paulo. Nesta sexta-feira (7), mais um recorde negativo foi marcado na área: de 15,8% da capacidade total.

Nesta semana, a Sabesp, companhia de saneamento de SP, informou que reduzirá a velocidade de retirada da água das represas para fornecer à região metropolitana. A taxa cairá de 31 mil litros por segundo para 27,9 mil. Conforme o governador Geraldo Alckmin anunciou, a Sabesp está usando outros sistemas para atender os lares e consumidores abastecidos pela Cantareira. Segundo a empresa, até 1,6 milhão de pessoas estão recebendo água dos sistemas Alto Tietê e Guarapiranga.

"A empresa esclarece que está tomando todas as providências para manter a normalidade do abastecimento de seus clientes na Grande São Paulo", diz a Sabesp em nota. Uma das primeiras medidas emergenciais adotadas foi o programa de descontos na conta de água para quem está economizando. No primeiro mês de vigência, a demanda por água caiu 2.400 litros por segundo, o que tem potencial de abastecer 800 mil pessoas.

A torcida das autoridades – e também dos paulistanos – para prevenir um racionamento é a volta das chuvas com força. Assim, poderia haver a recuperação de Cantareira. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, há previsão de pancadas de chuva no fim de semana em São Paulo, sobretudo no sábado (8).