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07/03/2014 16:27 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:13 -02

Rússia toma controle da Crimeia, na Ucrânia

A Rússia tomou o controle de bases militares ucranianas na Crimeia nesta quinta-feira (7), segundo o correspondente da revista Time na Ucrânia, Simon Shuster.

Segundo Shuster, que cita a imprensa ucraniana, 15 caminhões russos saíram da frota russo do Mar Negro. O correspondente também afirmou que o porta-voz do Ministério da Defesa da Ucrânia confirmou a invasão de uma base da força aérea ucraniana em Sevastopol.

Segundo guardas da fronteira, 30.000 soldados russos cercaram a península no sul da Ucrânia. Antes da crise, havia apenas 11.000 soldados russos na Crimeia por causa da frota marinha da Rússia no Mar Negro, que fica no porto de Sevastopol, capital da Crimeia.

Apesar da denúncia, o presidente russo Vladimir Putin nega que as tropas são de Moscou. Putin rejeitou a advertência do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre a intervenção militar de Moscou na Crimeia, afirmando nesta sexta-feira que a Rússia não pode ignorar pedidos de ajuda de cidadãos de língua russa na Ucrânia.

Mais cedo, o porta-voz do presidente russo, Vladimir Putin, ridicularizou nesta sexta-feira (07) os pedidos por negociações entre Rússia e Ucrânia com mediação ocidental, dizendo que as ações dos países do Ocidente durante a crise na Ucrânia lhes custaram a credibilidade, informaram agências de notícias russas.

O porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, também disse que a Rússia teme que possa haver perseguição étnica na Crimeia e no leste da Ucrânia se "aqueles que estão por trás do golpe em Kiev" chegarem a essas regiões, disseram os relatos das agências.

Perkov disse ainda que apesar do "profundo desacordo" com o Ocidente sobre a Ucrânia, o governo da Rússia espera que seja alcançado algum consenso para evitar uma nova Guerra Fria.

"Ainda há esperanças... que alguns pontos de acordo possam ser encontrados como resultado do diálogo, o que nossos parceiros, graças a Deus, ainda não rejeitaram", disse o porta-voz Dmitry Peskov, segundo divulgou a agência estatal RIA.