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07/03/2014 19:03 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:13 -02

Racismo: Aldo Rebelo condena episódio envolvendo Arouca; Santos faz campanha nas redes sociais (VÍDEO)

Estadão Conteúdo

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, veio a público nesta sexta para criticar novamente manifestações racistas no futebol e pedir punição às autoridades de São Paulo e do Rio Grande do Sul, onde foram constatados os novos casos de discriminação na quarta e na quinta-feira desta semana.

"A agressão racista não atinge apenas aquele a quem é dirigida. Fere toda a população brasileira e a sua identidade de povo miscigenado", afirmou o ministro, em nota oficial, ao repetir as críticas que fez quando o volante Tinga, do Cruzeiro, recebeu ofensas raciais em partida da Copa Libertadores, no Peru.

Desta vez, as vítimas foram o também volante Arouca, do Cruzeiro, e o árbitro Márcio Chagas da Silva. O primeiro foi xingado de "macaco" por alguns torcedores do Mogi Mirim ao fim da goleada do Santos por 5 a 2, fora de casa, na noite passada, em rodada do Paulistão.

O juiz gaúcho recebeu as mesmas ofensas enquanto apitava o jogo entre Esportivo e Veranópolis, em Bento Gonçalves. Depois, teve o carro depredado por torcedores, que deixaram bananas em cima do veículo e dentro do escapamento.

Nesta sexta, Aldo Rebelo disse que entrou em contato com o secretário de Segurança do Rio Grande do Sul, Airton Michels, para cobrar punições aos torcedores envolvidos no caso de racismo. "O secretário me informou que a Polícia Civil gaúcha já adotou providências para identificar os agressores do árbitro", informou o ministro.

Em seguida, ele pediu punição aos torcedores do Mogi Mirim em conversa com o promotor paulista Paulo Castilho, ex-diretor de Defesa dos Direitos do Torcedor do Ministério do Esporte. "A Justiça deve punir exemplarmente esse comportamento inaceitável. Não são torcedores, são criminosos", criticou o ministro.

Rivaldo e #racismonão

O presidente do Mogi Mirim, Rivaldo, lamentou o caso de racismo ocorrido contra o volante santista. O ex-jogador da seleção brasileira, porém, defendeu que seu clube não deve ser punido ao alegar que não pode fazer nada para "controlar a boca dos torcedores".

Por meio das redes sociais, Rivaldo também confirmou que o clube tentará identificar os responsáveis por chamar o atleta santista de "macaco" na saída do gramado, logo após o confronto, que terminou com vitória do Santos por 5 a 2.

"Eu, como presidente do Mogi Mirim, lamento caso houve algum ato de racismo com o jogador Arouca do Santos, sou contra esta atitude de pessoas que não respeitam o próximo. Somos todos iguais", escreveu Rivaldo, para em seguida prometer: "Nós vamos buscar nos monitores do estádio e em filmagens para ver se houve (racismo) e, caso positivo, punir os mesmos".

Do outro lado, o Santos publicou no seu canal do Youtube uma mensagem com Arouca falando sobre o episódio. O clube finalizou o vídeo com a hashtag #racismonao

No Twitter, a hashtag foi amplamente replicada em diversas contas, repudiando o episódio com Arouca:

com Estadão Conteúdo