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06/03/2014 10:03 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:13 -02

EUA restringem vistos a russos e impõem sanções contra quem "ameaçar a soberania da Ucrânia"

ASSOCIATED PRESS
President Barack Obama listens to a question before answering the subject on the ongoing situation in the Ukraine, Monday, March 3, 2014, during his meeting with Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu in the Oval Office of the White House in Washington. (AP Photo/Pablo Martinez Monsivais)

Os Estados Unidos finalmente resolveram agir na crise da Ucrânia e aplicaram restrições a vistos para russos e "crimeianos" que "ameaçarem a segurança da Ucrânia".

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Paralelamente, o presidente Barack Obama assinou uma ordem executiva autorizando sanções contra "pessoas ou entidades responsáveis por atividades que atrapalhem os processos democráticos ou instituições da Ucrânia", informou nesta quinta-feira (06) a Casa Branca.

Os EUA também aprovaram recentemente uma política que nega vistos a quem estiver envolvido com abusos de direitos humanos relacionados à opressão política na Ucrânia.

Europa

Os líderes da União Europeia (UE) ameaçaram nesta quinta-feira a impor sanções contra a Rússia durante uma reunião de emergência em Bruxelas, na Bélgica. Entretanto, os países deixaram clara a necessidade de dar a oportunidade de um diálogo diplomático entre Moscou e Kiev neste segundo dia de negociação.

A França e a Alemanha sinalizaram com várias medidas ao longo da discussão desta manhã, mas só colocariam em prática caso os esforços para reunir os dois lados do conflito falhassem. O primeiro-ministro da Suécia, Fredrik Reinfeld, disse que o bloco de 28 chefes de governo poderia discutir o congelamento de recursos, ativos e bens para os russos devido à invasão na Crimeia.

"Haverá a pressão mais forte possível sobre a Rússia para que eles possam voltar atrás, e há uma possibilidade de usar as sanções", disse o presidente da França, François Hollande. "As sanções não têm o objetivo de aumentar as tensões. Pelo contrário, elas serão aplicadas para intensificar o diálogo", complementou.

Nesta quinta-feira, a UE confirmou sanções a 18 ucranianos ligados ao antigo governo, inclusive sobre o presidente deposto Viktor Yanukovych e os seus dois filhos, assim como os ex-ministros de seu governo.

As discussões, convocadas depois dos rumores de que a Rússia teria invadido com tropas militares a região da Crimeia, acontece um dia após a Comissão Europeia anunciar um pacote de ajuda de 11 bilhões de euros pelos próximos dois anos à Ucrânia. Os empréstimos, no entanto, necessitam da aprovação dos 28 governos da região antes de serem liberados.

(Com Associated Press e Estadão Conteúdo)