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02/03/2014 12:30 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:13 -02

Nas redes sociais, Ucrânia representa Guerra Fria 2.0

Emilio Morenatti/AP

A crise na Ucrânia chegou ao ponto máximo de tensão neste final de semana. Rússia e Estados Unidos parecem jogar um xadrez geopolítico, enquanto militares reservistas da Ucrânia foram convocados e estão prontos para o combate diante de uma iminente invasão russa. Nas redes sociais, fala-se de uma Guerra Fria 2.0 com pedidos de orações e ajuda à Ucrânia, além de muitas, muitas charges.

Conversas sobre confronto ou guerra total se espalharam rapidamente por toda a Ucrânia, com manifestantes pró-Moscou levantando a bandeira da Rússia em prédios do governo em várias cidades e políticos antirussos pedindo mobilização.

No sábado (01), o presidente russo, Vladimir Putin, pediu e conseguiu a aprovação de seu Parlamento para invadir a Ucrânia, onde as suas tropas aparentemente já tomaram a península da Crimeia, rejeitando apelos ocidentais para contenção.

Em resposta, o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, condenou neste domingo(02) o que chamou de "incrível ato de agressão" promovido pela Rússia na Ucrânia e ameaçou com "repercussões muito sérias" por parte dos EUA e outros países, incluindo sanções econômicas. "Você simplesmente não se comporta no século 21 como se estivesse no século 19, invadindo outro país com motivos completamente falsos", disse Kerry a um programa da emissora norte-americana de televisão CBS.

Enquanto isso, o embaixador ucraniano nas Nações Unidas disse neste domingo que a Ucrânia está se preparando para se defender contra a Rússia mas vai pedir a outros países ajuda se Moscou ampliar sua atividade militar. "Vamos demonstrar que temos nossa própria capacidade de nos proteger como foi decidido hoje no Parlamento e estamos nos preparando para nos defender", disse o embaixador ucraniano na ONU Yuriy Sergeyev, à CNN. "Se a situação se agravar, com as tropas russas crescendo em número a cada hora, é natural que vamos pedir apoio militar e outro tipo de ajuda", afirmou.

Centenas de homens armados em caminhões e veículos blindados cercaram uma base militar ucraniana em Crimeia neste domingo, impedindo soldados de sair. Paralelamente, o presidente do Parlamento da república autônoma ucraniana da Crimeia, Vladimir Konstantinov, anunciou neste domingo que o referendo sobre o status político da região será antecipado para o dia 30 de março. Originalmente, a data prevista era 25 de maio.

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