MUNDO
02/03/2014 18:01 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:13 -02

Ação militar russa contra Ucrânia viola legislação internacional, afirma Otan

Anadolu Agency via Getty Images
SIMFEROPOL, UKRAINE - MARCH 2: Members of the Russian armed forces stand guard around the Ukrainian military base in the village of Perevalne, 20 km south of Simferopol, on March 2, 2014. Russias armed forces have surrounded Ukraine's troops in the Perevalnoye neighborhood in Ukraine's Autonomous Republic of Crimea, on Sunday. Ukraines military units in Perevalnoye, some 20 km far from Crimeas capital Simferopol, were encircled by more than 200 Russian soldiers. Russia currently has 25 armored vehicles in the region. (Photo by Bulent Doruk/Anadolu Agency/Getty Images)

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) alertou a Rússia neste domingo de que uma ação militar contra a Ucrânia violará a legislação internacional e expressou grave preocupação sobre a autorização do Parlamento russo para uso da força.

Depois de uma reunião de emergência dos embaixadores da Otan em Bruxelas, a aliança pediu para que a Rússia leve suas forças de volta às bases e evite novas interferências na Ucrânia.

"Nós pedimos que ambas as partes busquem imediatamente uma solução pacífica por meio do diálogo bilateral e mediação internacional (...) e por meio do envio de observadores internacionais sob amparo do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas ou da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE, na sigla em inglês).

G8

Ainda neste domingo, o ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, pediu para os líderes mundiais trabalharem com calma sobre a crise da Ucrânia e defendeu a permanência da Rússia no Grupo das Oito principais economias do mundo, que permite ao Ocidente falar diretamente com Moscou.

"O formato do G8 é atualmente o único no qual nós no Ocidente podemos falar diretamente com a Rússia", disse Steinmeier à emissora pública ARD. "Devemos realmente desistir deste formato único?"

O secretário de Estados dos Estados Unidos, John Kerry, afirmou mais cedo que os recentes eventos "lançaram dúvidas sobre a capacidade da Rússia em estar no G8". A Rússia entrou para o grupo em 1998.

Steinmeier pediu mais uma vez para a Rússia evitar a escalada da violência e para mandar suas tropas de volta para suas bases. "É uma situação muito perigosa lá", afirmou.

A Alemanha é altamente dependente da Rússia para suas necessidades de gás natural e é o maior mercado de exportação para a produtora estatal russa de gás Gazprom.