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25/02/2014 22:19 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:13 -02

Comissão de Direitos Humanos: Assis do Couto é o novo presidente da CDHM

Divulgação/PT na Câmara

O PT divulgou na noite desta terça-feira (25) os nomes dos presidentes das comissões lideradas pelo partido na Câmara dos Deputados. Para a Comissão de Seguridade Social e Família, o deputado Amauri Teixeira (PT-BA); para a Comissão de Constituição e Justiça, foi escolhido Vicente Cândido (PT-CE), e para a Comissão Mista de Orçamento, Devanir Ribeiro (PT-SP). Por último, ficou a escolha da Comissão de Direitos Humanos: o deputado Assis do Couto (PT-PR).

Em contato com o Brasil Post, por telefone, Assis do Couto afirmou que seu objetivo na Comissão será “promover muito diálogo”. “A comissão tem que rapidamente se recolocar no seu devido papel e cumprir sua missão junto com as forças e movimentos que representam os direitos humanos”, disse. Segundo ele, ainda é cedo para afirmar quais pautas serão priorizadas: "vamos fazer uma reflexão e debate com a mesa da comissão, a nossa bancada do partido e outras bancadas que também trabalham com direitos humanos e com os movimentos", afirmou.

Assis do Couto é trabalhador rural e tradicionalmente está ligado às causas do campo. “Mas a comissão está em ótimas mãos, ele tem histórico de luta pela dignidade humana”, disse o líder do PT na Câmara, Vicentinho (PT-SP), em entrevista por telefone para o Brasil Post. Segundo o líder petista, Couto irá “cumprir bem o papel de proteger a comissão”, que esteve “em risco” no ano passado.

Couto afirmou que a questão agrária será, sim, importante em seu mandato. "O Brasil tem um mundo diverso e enorme com muitas contradições no agronegócio, que ainda tem um papel fundamental na economia, mas que convive com situações de degradação e violência do trabalhador. Então vamos pautar sim a questão agrária", disse.

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) é uma das mais polêmicas do Congresso e, até o começo deste ano, era presidida pelo pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP) além de ter sido almejada por ninguém menos do que Jair Bolsonaro (PP-RJ). Vicentinho (PT-SP) reiterou a importância dessa comissão para o partido e disse que eles tiveram de “lutar para que a comissão ficasse conosco”. No caso da CDHM, não houve consenso entre os deputados e, por haver mais de uma pessoa pleiteando a vaga, a escolha teve de ir para votação. Os deputados levaram cerca de 15 minutos para concordar no nome de Couto.

A deputada Erika Kokay era uma das favoritas à vaga da presidência da CDHM. Em entrevista para o Brasil Post, ela disse que “a função da presidência será resgatar e devolver a comissão ao seu papel original de defesa, promoção e proteção dos direitos humanos”. Segundo a deputada, algumas das principais atividades da comissão, “que foi resgatada do sequestro que sofreu em 2013), será “estar atenta a cada sintoma da lógica fascista que está se apresentando na sociedade, como linchamento e justiçamentos, como o caso do adolescente que é negro ou pobre e acaba preso com aro de bicicleta em um poste”.

Como o PT tem a maior bancada na Câmara, o partido tem prioridade na presidência de comissões. Uma primeira reunião havia sido marcada para última terça-feira (18) para escolha dos nomes, mas, segundo Vicentinho, o tema nem chegou a ser abordado. A decisão, então, foi adiada para esta terça.