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24/02/2014 20:43 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:13 -02

Randolfe faz desagravo a Freixo ao lançar candidatura

Globo via Getty Images
RIO DE JANEIRO, BRAZIL - JULY 06: (BRAZIL OUT) The PSOL candidate for mayor of Rio de Janeiro, Marcelo Freixo greets people during his campaign on July 06, 2012 in Rio de Janeiro, Brazil. (Photo by Pedro Kirilos/Globo via Getty Images)

O senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) lançou nesta segunda-feira, 24, em São Paulo, sua pré-candidatura à Presidência prometendo que vai apoiar às manifestações contra a Copa do Mundo marcadas para junho, mas fez críticas a "tática Black Bloc", que consiste em depredar símbolos do capitalismo e entrar em conflito com a Polícia Militar.

"Vamos apoiar qualquer protesto, mas vamos torcer pelo Brasil na Copa", disse o parlamentar. "Nós abominamos a violência, seja de quem for. Somos contra a tática Black Bloc".

Durante o evento, foi feito um desagravo ao deputado estadual fluminense Marcelo Freixo (Psol), que foi acusado de ter ligação com manifestantes Black Bloc.

Ao se referir a manifestação desse fim de semana em São Paulo, que teve um saldo de mais de 100 detenções e jornalistas agredidos, Randolfe disparou contra a PM. "O que aconteceu em São Paulo foi fascismo", afirmou.

Em conversa com os jornalistas, o pré-candidato do Psol deixou claro que, durante a campanha, vai criticar os três principais candidatos ao Palácio do Planalto - presidente Dilma Rousseff (PT), ao governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) e o senador Aécio Neves (PSDB). "O pau que baterá em Chico alcançará o Francisco", disse Randolfe.

Sobre o PSDB, ele contou que mantém uma boa relação pessoal com Aécio Neves, presidente da legenda, mas disse que os tucanos "são responsáveis pelo modelo de dependência da economia".

A aliança entre a ex-ministra Marina Silva e Eduardo Campos também entrou em sua linha de tiro. "Até a véspera da aliança, ele (Campos) estava conversando com o (Ronaldo) Caiado (deputado ruralista do DEM). Essa união parece com gato com lebre".

O Psol tenta costurar um acordo com outras duas siglas de esquerda para a campanha - PSTU e PCB. Nenhuma delas tem representantes no Congresso e, portanto, não contam com tempo de TV. O pré-candidato afirmou, ainda, que a campanha não aceitará doações do agronegócio, bancos e empreiteiras. "Nossa prioridade será receber doações de pessoas físicas", afirmou.

Randolfe minimizou a ausência no evento da ex-senadora Heloísa Helena, que disputou à Presidência pelo Psol em 2006. Pré-candidata ao senado em Alagoas, ela se afastou do partido e deve ingressar na Rede de Marina Silva quando a legenda for aprovada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). "Duvido que ela apoie outro candidato", afirmou.

"Ela disse que vai nos apoiar", completou Luciana Genro, pré-candidata a vice na chapa do Psol.