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24/02/2014 18:51 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:13 -02

Grella aprova ação da PM e diz que vai investigar abusos

VANDERLEI ALMEIDA via Getty Images
Riot policemen confront demonstrators during a protest against a hike on bus fare in Rio de Janeiro, Brazil, on February 6, 2014. As from February 8, the city of Rio de Janeiro will raise 25 cents on the public bus fare. AFP PHOTO/VANDERLEI ALMEIDA (Photo credit should read VANDERLEI ALMEIDA/AFP/Getty Images)

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella, classificou como "exitosa" a ação da Polícia Militar na manifestação contra a Copa do Mundo realizada no sábado, 22, que teve 262 detidos. "Foi uma operação feita com o propósito de evitar a quebra da ordem. Foi exitosa a nosso ver porque nós tivemos um menor número de feridos, uma quantidade muito inferior de danos e um tumulto muito menos expressivo para a sociedade", disse Grella. O protesto "Não Vai Ter Copa" reuniu cerca de mil manifestantes na região central da cidade e registrou o maior saldo de prisões em manifestações.

Sobre a agressão a jornalistas, Grella disse que não houve orientação para impedir o trabalho da imprensa."Todas as situações individuais de notícias de abuso serão apuradas , objetos de um inquérito. Nós esperamos que os jornalistas compareçam, sejam ouvidos e nos ajudem a revelar a verdade. Não há nenhuma dificuldade em apurar, e se ficar confirmado aquela agressão, punir os policiais".

Segundo a PM, cinco policiais, dois manifestantes e um jornalista ficaram feridos e ao menos duas agências bancárias foram depredadas. A megaoperação envolveu 2,3 mil policiais, número superior aos 1,5 mil manifestantes calculados pela polícia. Apesar do aparato, nenhum dos detidos foi autuado em flagrante e todos foram liberados. No ano passado, foram 116 flagrantes, que resultaram em inquérito na Polícia Civil, que já ouviu quase 300 pessoas.