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13/02/2014 18:58 -02 | Atualizado 26/01/2017 20:50 -02

Mensalão: João Paulo já tem recursos e não fará 'vaquinha'

Deborah Pendell via Getty Images

São Paulo - Após a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal determinar o pagamento imediato da multa de R$ 373,5 mil na quarta-feira, 12, o petista João Paulo Cunha divulgou nota em seu site nesta quinta-feira, 13, informando que utilizará os recursos excedentes da arrecadação de Delúbio Soares para quitar sua dívida no mensalão.

"Estávamos organizados para efetuar uma arrecadação coletiva, com o recebimento de contribuições financeiras, para ajudar a saldar a multa de quase R$ 372 mil imposta a João Paulo. Entretanto, isso não é mais necessário porque recebemos os recursos a partir de um repasse do excedente da arrecadação coletiva que foi realizada para pagar a multa imposta ao companheiro Delúbio. Este excedente que recebemos é suficiente para saldar a multa de João Paulo, além de todos os tributos adicionais", diz a nota no site.

Com isso, o petista é o único dos condenados do partido a não lançar uma campanha de arrecadação própria para quitar a multa na Justiça. Na nota, João Paulo ainda agradece às 3.500 pessoas que, segundo o site, teriam doado para José Genoino e Delúbio Soares.

O ex-tesoureiro do PT conseguiu arrecadar mais de R$ 1 milhão em menos de duas semanas de sua campanha de arrecadação. O valor é mais do que o dobro de sua multa, de R$ 466 mil. Já a campanha de Genoino arrecadou R$ 760 mil em duas semanas, e parte do recurso foi repassado para Delúbio.

Dirceu

Seguindo a estratégia dos outros petistas condenados no mensalão, a campanha de arrecadação de José Dirceu foi lançada na quarta e já arrecadou R$ 60 mil até a manhã desta quinta-feira.

As iniciativas de arrecadação têm gerado polêmica e, no começo do mês, o ministro do Supremo, Gilmar Mendes, fez declarações sugerindo que haveria lavagem de dinheiro nas doações aos condenados. O deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP) chegou a protocolar um pedido na Procuradoria-geral da República para que investigasse as suspeitas de lavagem de dinheiro.

Diante dos pedidos, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, esclareceu que cabe aos Ministério Público de cada Estado apurar as doações, o que, segundo ele, já estaria sendo feito.