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11/02/2014 19:15 -02 | Atualizado 26/01/2017 20:50 -02

Polícia militar é responsável por maioria dos casos de agressão contra jornalistas em manifestações

VANDERLEI ALMEIDA via Getty Images
Riot policemen confront demonstrators during a protest against a hike on bus fare in Rio de Janeiro, Brazil, on February 6, 2014. As from February 8, the city of Rio de Janeiro will raise 25 cents on the public bus fare. AFP PHOTO/VANDERLEI ALMEIDA (Photo credit should read VANDERLEI ALMEIDA/AFP/Getty Images)

Cinquenta e seis. Esse foi o número de agressões intencionais contra jornalistas, causadas pelas polícias militares durante as manifestações em várias cidades do país, desde junho do ano passado. As agressões vão desde violência física, ataques com cães policiais, tentativa de atropelamento, até danos ao material de reportagem e prisões arbitrárias. Outros 15 casos de agressão foram causados por manifestantes, que na maioria das vezes hostilizaram os profissionais, impedindo a realização da cobertura jornalística.

O levantamento é da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, a ABRAJI, que vem atualizando o número de profissionais da imprensa agredidos durante os protestos desde o dia 11 de junho de 2013. Até esta segunda-feira (10), foram 118 casos de agressão, incluindo o caso do cinegrafista Santiago Andrade, envolvendo policiais militares, guardas municipais, seguranças e manifestantes, mas 22 profissionais não foram encontrados para responderem se a violência foi considerada proposital ou não. As capitais Rio de Janeiro e São Paulo foram as que mais concentraram as ocorrências.

Brasil: insegurança para jornalistas

Nesta segunda-feira, o cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Andrade, de 49 anos, morreu depois de ser atingido na cabeça por um rojão. Ele cobria um protesto contra o aumento das passagens de ônibus no centro do Rio na última quinta-feira (6), e foi o primeiro profissional da imprensa a morrer na cobertura das manifestações.

Segundo a ONG internacional Repórteres Sem Fronteiras, só em 2013, cinco jornalistas brasileiros foram mortos. Em todo o mundo foram 117 profissionais da imprensa assassinados, e mais 15 mortos em acidentes de trabalho no ano passado. O site da ONG atualiza em tempo real os casos de violência e repressão contra jornalistas.

*colaboração para o Brasil Post