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10/02/2014 09:25 -02 | Atualizado 26/01/2017 20:50 -02

Associações médicas condenam condições de trabalho no Mais Médicos

Thinkstoch

Entidades médicas repudiaram mais uma vez as condições de trabalho no Mais Médicos e voltaram a defender como solução a criação de uma carreira pública para os profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS). Em nota divulgada ontem, a categoria afirmou que o programa é lastreado em situações de abuso contra os direitos humanos e trabalhistas.

A Associação Médica Brasileira (ABM), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) manifestaram "indignação" com o que chamaram de "irresponsabilidade" dos gestores do Ministério da Saúde por supostas omissões que resultariam em comprometimento das condições de trabalho, prejuízos financeiros e danos morais, entre outros problemas.

A nota manifesta "total repúdio às agressões aos direitos humanos, individuais e trabalhistas" aos quais médicos estrangeiros e brasileiros foram e têm sido submetidos. As associações pedem que todas as denúncias e indícios de irregularidades no programa sejam apurados com rigor pelo Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Supremo Tribunal Federal (STF).

Paliativos

Essas entidades ainda acusam o Ministério da Saúde de ter engavetado inúmeras propostas para resolver "definitivamente o problema da falta de acesso à assistência em saúde em todo o País".

A única saída para suprir os gargalos no atendimento da rede pública de saúde, segundo as associações, é a criação de uma carreira pública para os médicos. Todas as outras soluções seriam "temporárias, paliativas e de baixa eficácia". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.