COMPORTAMENTO
06/02/2014 10:46 -02 | Atualizado 26/01/2017 20:50 -02

Bailarina plus size arrasa na pista de dança (VIDEO)

Se você acha que só seria capaz de se tornar uma dançarina profissional se fosse magra, precisa rever os seus conceitos.

A blogueira americana e produtora de rádio Withney Thore começou a dançar aos quatro anos de idade, e se tornou professora de dança aos 16. Mas, assim que entrou na faculdade, começou a ganhar peso de maneira inexplicável e precisou abandonar a prática.

“Incapaz de olhar o meu reflexo no espelho, desisti das aulas no primeiro semestre”, disse Thore ao The Huffington Post. “Assim que me formei, fui diagnosticada com Síndrome do Ovário Policístico, me mudei para a Coreia e ganhei 90 quilos. Mesmo assim eu era capaz de voltar a dançar, mas não imaginava voltar a participar de performances públicas”.

Tudo mudou quando um produtor rádio a convidou para criar uma série de vídeos de dança para gordinhas chamada “Fat Girl Dancing”, e ela aceitou. Em entrevista ao site Daily Venus Diva, Thor disse que o nome do projeto foi uma escolha intencional para reafirmar e defender a palavra “fat” (gorda).

Paralelamente, Thor decidiu também lançar a campanha “No Shame Body Campaign”, que incentiva as mulheres a não terem vergonha de seus corpos. “Estou totalmente determinada a apoiar outras mulheres a se libertarem da vergonha que sentem pelo corpo, e a mostrar que eu não sinto vergonha do meu”, contou.

Como Thore escreveu em seu blog:

Estou aprendendo a praticar o auto-amor agressivo. Eu vivo uma vida de uma mulher de 58 quilos, mas sou vista como uma mulher de 158 quilos na América do Norte, na Europa e na Ásia. As normas culturais, as pressões sociais e os caprichos da indústria da moda não definem o meu valor como mulher ou um ser humano. Minha inteligência, personalidade, talentos e contribuições não depentem dos números da balança. Estou decidida a me aceitar em qualquer tamanho e estou aprendendo formas construtivas e pró-ativas para ajudar a moldar meus ideais e os ideais do mundo em que vivo. Faz isso comigo?

Estamos, definitivamente, com você, Whitney.