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05/02/2014 21:57 -02 | Atualizado 26/01/2017 20:50 -02

Pelé demonstra preocupação com ataque do Brasil na Copa 2014

ASSOCIATED PRESS
Brazilian soccer legend Edison Arantes do Nascimento, better known as Pelé, prepares for an interview following a press conference on Tuesday, June 4, 2013 in New York. Pelé, 72, the honorary president of the New York Cosmos soccer club, appeared for the announcement that the revived team has signed a sponsorship contract with Emirates Airline, as it prepares to play in the North American Soccer League this summer. (AP Photo/Bebeto Matthews)

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, num hotel no Rio, Pelé mostrou preocupação com o ataque da seleção brasileira para a disputa da Copa do Mundo. Apesar da presença de Neymar na equipe, ele acredita que o setor ofensivo do Brasil fica devendo àqueles que conquistaram o título mundial no passado, em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. Mesmo assim, confia no hexacampeonato.

"Em todas as seleções que venceram Copa do Mundo a gente teve um grande ataque. Mas nesse ano eu acho que pela primeira vez na história a gente está com uma seleção melhor do meio para trás", comentou Pelé, que também mostrou preocupação com a condição física de Fred, centroavante titular da seleção comandada pelo técnico Luiz Felipe Scolari. "Do meio para trás, o Brasil está bem para caramba, mas do meio para frente ainda existem essas dúvidas."

No lançamento de uma loja de relógios que o tem como embaixador, Pelé comentou também sobre os principais rivais do Brasil no Mundial. "As seleções que vêm jogando melhor na Europa são Alemanha e Espanha. Mas se você me perguntar se jogar com a Argentina é fácil, nunca vai ser fácil. Futebol é assim", disse ele.

Questionado se apoia a possibilidade de greve no futebol paulista por conta da invasão ao CT do Corinthians, sábado passado, Pelé desconversou. Mas mostrou solidariedade com os jogadores. "Não é justo. Corinthians ganhou tudo agora há pouco. O que estão fazendo não é justo", comentou.

Já com relação aos protestos contra a Copa, ele reforçou a opinião de que prefere um Mundial só focado no futebol. "Eu acho que os jogadores da seleção brasileira não têm culpa com o que acontece na política. Se fizeram falcatruas na construção dos estádios, os jogadores não têm relação com isso", avaliou.