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05/02/2014 12:50 -02 | Atualizado 26/01/2017 20:50 -02

Caos no metrô: SP x Londres

Um dia depois de São Paulo, nesta quarta-feira foi a vez de milhões de usuários enfrentarem o “caos” para se locomover em Londres. A realidade das duas cidades, no entanto, é bem diferente.

A começar pelo motivo. Enquanto o caos no metrô em São Paulo aconteceu porque alguém acionou o botão de emergência na Estação República, o caos de Londres se deve a uma greve de 48 horas dos funcionários do sistema de metrô londrino em protesto a um plano de cortar postos de trabalho e fechar bilheterias.

No início da noite de terça-feira, a linha vermelha do metrô foi fechada e permaneceu assim entre as estações Sé e Barra Funda até as 22h40. O problema de circulação começou à tarde, depois que um passageiro acionou o botão de emergência e outras pessoas resolveram sair pelas passarelas de emergência.

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Usuários reclamam nas catracas da estação Sé do Metrô de São Paulo, no centro da cidade

De acordo com o Metrô, entre 18h58 e 19h24 foram registrados três acionamentos do botão de emergência nas estações Marechal Deodoro, Santa Cecília e Anhangabaú. Entre a Estação Anhangabaú e a Barra Funda, os usuários tiveram de andar pela linha. O Metrô não informou o que teria causado o acionamento do botão de emergência.

Testemunhas que estavam dentro do trem relataram cenas de tumulto e gritaria. O trem ficou parado por 15 minutos, usuários começaram a passar mal e os passageiros quebraram o lacre de emergência e saíram do veículo. Uma passageira disse que o suor pingava do teto e as pessoas começaram a ficar desesperadas.

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Usuários do Metrô de São Paulo utilizam a estação Luz da CPTM como alternativa

Passageiros que tentavam retirar uma mulher que passava mal dentro do trem brigaram com seguranças que queriam forçar o fechamento das portas. De acordo com testemunhas, os seguranças bateram com cassetete nas pessoas que estavam na estação. Os passageiros revidaram quebrando painéis e vidros e chutando a lataria dos trens.

Para o secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, "vândalos" foram responsáveis por insuflar as pessoas a parar a operação na linha, especialmente na Estação Sé. Segundo o secretário, o problema teria levado entre 10 e 15 minutos para ser resolvido caso os usuários não tivessem ocupado os trilhos, porque isso forçou o desligamento da energia e a paralisação de outras composições.

Londres - Enquanto isso, na terra da rainha, os usuários do metrô enfrentaram longos períodos de espera por ônibus e trens lotados, enquanto fortes ventos atingiam a capital britânica.

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Londrinos enfrentam caos no trânsito com greve no metrô

A maior e mais antiga rede de trilhos subterrâneos do mundo, que transporta mais de três milhões de passageiros por dia, vai continuar a funcionar de modo bastante limitado até a noite de quinta-feira. Os trens que estão em funcionamento estão lotados de passageiros.

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Passageiros enfrentam caos em trem de Londres

O sindicato RMT e a Associação de Funcionários Assalariados do Transporte convocaram a paralisação em protesto contra o planejamento do metrô de Londres de cortar mil postos de trabalho e fechar bilheterias como parte de um pacote de modernização da rede subterrânea. Uma segunda paralisação está planejada para a próxima semana, entre 11 e 14 de fevereiro.

O prefeito de Londres, Boris Johnson, disse à rede BBC que a greve é “sem motivo e desnecessária”. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que a greve é “vergonhosa” e causará “angústia em milhares de londrinos”.

(Com informações das agências Estadão Conteúdo e Reuters)