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04/02/2014 16:09 -02 | Atualizado 26/01/2017 20:50 -02

ONS confirma apagão em SP, RJ, SC, RS e Paraná nesta terça-feira

EBC

O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) confirmou o corte de energia elétrica nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, na tarde desta terça-feira. Segundo o órgão, problemas no Sistema Interligado Nacional causaram a abertura da interligação em 500 kV entre a Região Norte e as Regiões Sudeste/Sul, interrompendo o fluxo de 5 mil megawatts/hora para essas regiões. Segundo o ONS, o desligamento foi autorizado como forma de restabelecer a frequência do sistema. Às 14h41, a situação foi normalizada, informa o órrgão.

O Ministério de Minas e Energia também confirmou há pouco que houve uma falha no sistema elétrico da região Sudeste, sem detalhar sua abrangência e a quantidade de pessoas afetadas. Estima-se que esse número chegue a 950 mil.

No Rio de Janeiro, a Light informou, por meio de sua página na internet, que teve de desligar 17 subestações de energia a pedido do ONS, interrompendo o fornecimento a mais de 600 mil clientes. Segundo a empresa, o desligamento ocorreu "devido a uma anormalidade, registrada às 14h03", no Sistema Interligado Nacional. "A Light aguarda orientações do ONS para a normalização do sistema", informou em comunicado.

No Paraná, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) também confirmou falhas em sua página no Twitter. Segundo a empresa, o problema foi na região de Brasília e 355 mil consumidores foram desligados preventivamente.

O apagão ocorre exatamente um dia após o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmar que "não há risco de desabastecimento no país".

Segundo adiantou a coluna Radar On-line, do site de VEJA, a capacidade do sistema está no limite. Nos últimos quinze dias, foram registrados os dez maiores picos de consumo de energia da história do Brasil. De acordo com dados do próprio governo, o Brasil tem 21.317 megawatts de capacidade instalada de termelétricas. Desse total, 5 094 megawatts estão em manutenção e 15 242 megawatts estão em operação. Portanto, há uma sobra de 981 megawatts para suprir o aumento da demanda — o que, em termos de geração, é quase nada.