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04/02/2014 20:02 -02 | Atualizado 26/01/2017 20:50 -02

Itaú atinge o maior lucro da história dos bancos

NELSON ALMEIDA via Getty Images
Roberto Setubal, President and CEO of Itau Unibanco Bank, gestures during a press conference at Itau Unibanco headquarters, in Sao Paulo, Brazil, on February 4, 2014. Itau Unibanco --the largest private bank in Brazil-- reported net income of R$15.695 billion (USD 6,767 million) in 2013 which represents the highest profit in the history of Brazilian banks. AFP PHOTO / NELSON ALMEIDA (Photo credit should read NELSON ALMEIDA/AFP/Getty Images)

Para conseguir o maior lucro da história, o Itaú procurou resolver uma de suas maiores fontes de perda: a inadimplência de seus clientes.

“Foi um conjunto de medidas que tomamos a partir de 2011 que ajustaram a nossa política de crédito”, afirmou Roberto Setubal, presidente executivo do banco, em encontro com jornalistas nesta terça-feira.

Em outras palavras, o crédito no Itaú ficou mais conservador. Entre as medidas adotadas está a política de não financiar mais de 80% de um veículo – antes era possível negociar 100% do valor – e a de oferecer mais garantias nos contratos.

Os resultados apareceram. Em 2011, o nível de inadimplência para operações vencidas chegou a 4,9%. Em 2013, passou a 3,7%, o menor índice desde a fusão do Itaú com o Unibanco, em 2008. O lucro de 2013 cresceu 12,8% em relação a 2012 e chegou a 15,8 bilhões de reais.

Como consequência, as despesas com provisão para devedores duvidosos, as chamadas PDDs, caíram 22,4%, o que ajudou na alta dos lucros. Nos próximos anos, Setubal acredita que ainda há espaço para a diminuição dos calotes, dado que a economia deve se estabilizar.

Além disso, o presidente atribui o crescimento ao aumento da carteira de crédito, que subiu 13,5%, e ao próprio fato de que, o quarto trimestre do ano normalmente apresenta resultados melhores, porque há mais dias corridos e mais consumo.

América Latina

Para 2014, Setubal frisou também que a América Latina é prioridade para o banco, o que ficou bem claro com a aquisição da CorpBranca. A aquisição, que foi avaliada em colocou de vez o Itaú na Colômbia e no Chile.

“Agora estamos de olho no México e no Peru”, afirmou o presidente. Ele disse que ainda não há nenhum negócio concreto à vista, mas que a expansão nesses países teria de se dar por meio de outra aquisição. O ideal seria que ela se desse no ramo do varejo.