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04/02/2014 18:00 -02 | Atualizado 26/01/2017 20:50 -02

Caso Mensalão: Joaquim Barbosa decreta prisão de João Paulo Cunha

Estadão Notícias

São Paulo e Brasília - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, decretou nesta terça-feira, 4, a prisão do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), condenado por envolvimento no esquema do mensalão.

O Grupo Estado apurou que o mandado de prisão só não foi assinado nessa segunda, 3, porque o ministro participou da solenidade de abertura dos trabalhos legislativos e preferiu adiar a decisão para evitar constrangimentos. No começo de janeiro, Joaquim Barbosa entrou em férias sem assinar o mandado de prisão de João Paulo. Nos bastidores, integrantes da Corte manifestaram insatisfação com a condução das prisões. Nessa segunda, ao visitar o acampamento de manifestantes que pediam a anulação do julgamento, em frente ao STF, João Paulo afirmou que usará todos os recursos possíveis contra sua condenação. O petista foi acusado a 9 anos e 4 meses de prisão por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

João Paulo Cunha vai se entregar ainda nesta terça-feira, 04, para iniciar o cumprimento da pena determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do caso do mensalão. "Ele se entrega hoje. Estamos vendo qual o melhor local", disse nesta terça Alberto Toron, advogado do deputado condenado.

Pessoas próximas a João Paulo afirmaram que o deputado pode fazer um ato de "entrega" à Polícia Federal em frente à Corte. O objetivo seria "criar um ato simbólico" junto aos militantes do partido antes de ele começar a cumprir a pena. Para os crimes de corrupção e peculato não cabe mais recurso.

Cassação?

Um oficial de Justiça do Supremo Tribunal Federal (STF) acaba de entregar um ofício à Secretaria-Geral da Mesa da Câmara dos Deputados informando sobre a expedição do mandado de prisão do deputado federal. O ofício será encaminhado, agora, ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que deverá convocar uma reunião, possivelmente na próxima semana, para discutir a abertura de um processo de cassação contra o petista.

No documento, o presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, notifica que negou o prosseguimento dos embargos infringentes ao deputado e informa que o processo já é considerado transitado em julgado.