COMPORTAMENTO
03/02/2014 12:01 -02 | Atualizado 26/01/2017 20:50 -02

O ator dos atores. Adeus, Philip Seymour Hoffman

philip seymour hoffman

Transformar papéis simples em atuações grandiosas. Em mais de duas décadas de carreira, o ator Philip Seymour Hoffman não apenas deixou sua marca em Hollywood, como transformou personagens “insignificantes” em verdadeiros ladrões de cena.

Encontrado morto aos 46 anos, no banheiro de seu apartamento - a suspeita é de overdose de heroína -, o ator deixa para trás uma das carreiras mais admiradas da história recente do cinema. "Descanse em paz Philip Seymour Hoffman. Nós que nos maravilhamos com cada uma de suas performances estamos gratos e muito tristes", comentou a atriz Mia Farrow em sua conta no Twitter. “Ele era o ator dos atores”, disse a cantora Cher, que faz coro ao grupo de artistas como Jim Carey, Justin Timberlake, Russel Crowe, que lamentaram a morte precoce do ator nas redes sociais.

Ainda que o Oscar de Melhor Ator pelo papel de Truman Capote - em Capote, de 2005 - seja o simbolo máximo da atuação de Hoffman, ao longo da carreira o norte-americano fez da simples participação um princípio para fisgar o público. Do homossexual Scotty J., em Boogie Nights (1997), primeiro grande papel da carreira, ao personagem de Plutarco Heavensbee, na série Jogos Vorazes (último trabalho do ator), por onde passou, o nova-iorquino conseguiu firmar personagens significativos.

Parceiro de longa data do cineasta Paul Thomas Anderson - com quem trabalhou em Jogada de Risco (1997), Boogie Nigths, Magnolia (1999), Embriagado de Amor (2002) e O Mestre (2012) -, Hoffman nunca pareceu seguir uma estrutura dramática específica. São filme comerciais - Quase Famosos (2000), Twister (1996) -, projetos cultuados pelo público alternativo - Felicidade (1998), O Grande Lebowsky (1998) -, além de uma série de performances elogiados no Teatro.

Nascido em 1967 na cidade de Fairport, Estados Unidos, Hoffman começou a carreira como ator ainda na década de 1980, integrando o elenco de filmes independentes e peças de teatro. Casado com a estilista Mimi O'Donnell, de quem havia se separado há alguns meses, Hoffman deixa três filhos: Cooper (10), Tallulah (7) e Willa (4).